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Juíza nega pedido de suspensão de 'A Paixão...' na França | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma juíza da França rejeitou o pedido feito por três irmãos judeus para proibir a exibição no país do filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson. Patrick, Jean-Marc e Gérard Benlolo alegaram que o filme incita a violência contra os judeus. Mas a juíza Florence Lagémi decidiu nesta segunda-feira que a fita, cujo lançamento está previsto para quarta-feira, não é uma ameaça à ordem pública. Os irmãos pretendem recorrer da decisão. 'Visão limitada' O filme - que retrata as últimas 12 horas da vida de Jesus - tem sido acusado de ser anti-semita por, supostamente, colocar toda a culpa da morte de Cristo nos judeus. Para os irmãos Benlolo, a produção contém "uma visão errônea e falsa de alguns eventos religiosos". "Há tanta violência anti-semita na Europa que nós não podemos deixar essa estréia ocorrer", afirmou Patrick Benlolo. Mas a juíza Florence Lagemi, disse que "achar que o filme torna a morte de Jesus em motivo para o anti-semitismo é ter uma visão muito limitada". Educativos Na semana passada, o governo francês anunciou planos de introduzir os filmes O Pianista, de Roman Polansky, e A Lista de Schindler, de Steven Spielberg, no currículo escolar, como uma tentativa de tentar banir um crescente anti-semitismo. "Quando você vê filmes como o de Spielberg, você se emociona. Você entende melhor a realidade do racismo e do anti-semitismo", afirmou o ministro da Cultura, Luc Ferry. Enquanto isso, A Paixão de Cristo chegou ao topo da lista dos filmes mais assistidos na Grã-Bretanha, arrecadando mais de 2 milhões de libras (mais de R$ 10 milhões) em seu fim de semana de estréia. O diretor do filme, Mel Gibson, que é católico praticante, nega veementemente as acusações de anti-semitismo. |
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