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Museus britânicos pedem R$ 600 milhões contra crise | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Museus da Grã-Bretanha se uniram para pedir uma ajuda extra de 115 milhões de libras (mais de R$ 600 milhões) por ano para superar o que eles acreditam ser "um período crítico". O dinheiro seria usado na manutenção e reformas de edifícios, atualização de coleções, restauração de obras, ampliação dos serviços de internet e atividades junto ao público, entre outros. Entre os museus que fazem o apelo estão alguns dos mais famosos do país, como a Tate e o Museu de História Natural. Nesta terça-feira, as entidades lançaram o Manifesto para os Museus, em que afirmam que as instituições são fundamentais para a educação, o turismo, as pesquisas científicas e a economia. Segundo o documento, os museus geram 3 bilhões de libras (mais de R$ 15 bilhões) para a economia britânica e empregam 40 mil pessoas. Atrações O Ministério de Cultura, Mídia e Esportes e o Departamento do Tesouro devem decidir sobre esses financiamentos depois de junho, quando será divulgado um relatório sobre a situação dos museus e galerias. Segundo o Manifesto, mais de 100 milhões de pessoas visitam os 2,5 mil museus e galerias da Grã-Bretanha a cada ano – mais do que o total do público que comparece a eventos esportivos no país. Além disso, o documento diz que 85% dos visitantes estrangeiros afirmam que os museus estão entre os principais motivos que os levam a vir para o país. "Precisamos ser capazes de montar coleções no presente e não simplesmente preservar o passado", diz o Manifesto. "Nossas coleções são uma parte essencial do nosso legado para o futuro." Mais visitantes Ainda nesta terça-feira, o governo divulgou um relatório que conclui que a política de tornar gratuitos os ingressos para os musues e galerias nacionais, adotada em 2001, foi um grande sucesso. Segundo o relatório, a decisão atraiu quase 11 milhões de visitantes extras nos últimos dois anos, com um aumento de até 72% de visitas nos museus que antes cobravam ingressos. A ministra das Artes, Estelle Morris, comemorou a notícia. "O investimento do governo ao tornar os ingressos gratuitos valeu a pena, pois no ano passado 13,3 milhões de pessoas passaram pelos museus, comparados com os 7,7 milhões de antes", disse Morris. |
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