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Atualizado às: 26 de fevereiro, 2004 - 12h01 GMT (09h01 Brasília)
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'A Paixão de Cristo' arrecada US$ 20 mi no dia de estréia
protesto na estréia de filme de mel gibson
Alguns manifestantes usaram uniformes de campos de concentração nos protestos
A Paixão de Cristo, o polêmico filme dirigido por Mel Gibson a respeito de Jesus, arrecadou cerca de US$ 20 milhões (cerca de R$ 58,4 milhões) em sua estréia apenas nos Estados Unidos.

O estúdio Icon informou à revista cinematográfica Variety que a polêmica que cerca o filme ''aumentou o interesse''.

Mostrando a crucificação de Cristo, o filme foi alvo de duras críticas de alguns grupos judeus que afirmaram que o filme culpa os judeus pela morte de Jesus.

Manifestantes judeus foram para portas de cinema em Nova York com cartazes e vestidos com uniformes de campos de concentração.

Segundo a Variety, o primeiro dia de exibição de A Paixão de Cristo está entre as estréias de maior sucesso fora da temporada de verão e dos feriados de fim de ano.

O recorde de arrecadação em estréias ainda é do filme Homem Aranha, que conseguiu US$ 39,4 milhões (cerca de R$ 115 milhões).

Morte

O filme, dirigido e co-escrito por Mel Gibson, foi lançado em mais de 3000 cinemas nos Estados Unidos na quarta-feira.

Uma mulher, de cerca de 50 anos, morreu durante a cena da crucificação em um cinema em Wichita, Kansas.

Igrejas em todos os Estados Unidos agendaram salas de cinema para que suas congregações ajudem na venda de ingressos.

Mas, nem todos estão satisfeitos. Entre os manifestantes contra o filme reunidos em Nova York, estava o rabino Abi Weiss, da Coalizão para Interesses Judeus, que afirmou que o filme ''não tem nenhuma mensagem teológica positiva''.

''A mensagem é apenas que os judeus foram os responsáveis pelo assassinato de Jesus. O longa fala de amor de uma forma mínima'', disse.

Bernhard Rosenberg, rabino chefe da Congregação Beth El in Edison, em Nova Jersey, disse que Mel Gibson deve estar ''rindo a caminho do banco''.

''Os cinemas vão ficar lotados e os bolsos dele, cheios'', afirmou.

''Emocionalmente falando, se alguém está prestes a odiar judeus, este filme vai dar o empurrão que falta'', acrescentou.

Os que foram às primeiras sessões do longa destacaram o aspecto brutal do filme.

''É um pouco brutal, mais do que se pensa. Em algumas ocasiões chega-se a pensar que é demais. Mas eu desafio qualquer um a não acreditar na história depois de assistir ao filme'', disse Kim Galbreth, de 29 anos, de Dallas, Texas.

Della Rounick, uma cristã grega ortodoxa, descreveu o filme como ''um 'Rambo' Jesus Cristo''.

Gibson negou as acusações de anti-semitismo e afirmou que seu filme destaca o ''enorme'' sacrifício de Cristo.

O longa também foi lançado na Austrália, Canadá e Nova Zelândia na quarta-feira e deve estrear no resto do mundo nas próximas seis semanas.

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