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Meirelles diz que 'não existe' polêmica com Kátia Lund | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor Fernando Meirelles disse que não existe nenhuma polêmica em relação à não-indicação de Kátia Lund, co-diretora de Cidade de Deus, para o Oscar. "Acho engraçado que esta polêmica só exista na imprensa. Meu contrato com ela é claro. É como a relação do piloto com o co-piloto. O piloto faz o vôo e o co-piloto é o segundo homem em comando. Com a Kátia a relação foi essa", afirmou o diretor à BBC Brasil, durante uma recepção para homenageá-lo realizada pela embaixada do Brasil em Londres. Kátia Lund assina a co-direção de Cidade de Deus, mas apenas Meirelles foi indicado na categoria direção. "Passei quatro anos envolvido no filme, enquanto ela ficou 11 meses. Ela trabalhou só na área de elenco, sem envolvimento com edição, locações e câmera, por exemplo." "Ela deu uma contribuição enorme para o filme, ele seria totalmente diferente sem a Kátia, mas as decisões finais eram todas minhas", completou Meirelles. Oscar na hora errada Meirelles disse ainda que, embora tenha ficado feliz com as quatro indicações à academia de cinema americana, elas atrapalharam o cronograma do seu novo projeto. "Estava trabalhando no filme The Constant Gardner aqui em Londres e tive que interromper os trabalhos para passar a última semana promovendo o filme em Nova York e Los Angeles. Foi uma ótima surpresa, mas na hora mais errada. Começo a filmar lá pelo dia 4, ou 5 de março e estou muito atrasado. Os próximos dias vão ser de pouco sono", brincou Meirelles.
O diretor conversou com grandes atrizes do cinema mundial para um dos papéis principais do filme, entre elas Nicole Kidman. Ele afirmou que definiu a atriz principal, mas que só vai fazer o anúncio oficial na semana que vem, depois que o contrato estiver assinado. Pessimismo Meirelles voltou a dizer que não acredita ter chances na disputa pelo prêmio de melhor diretor. Para ele, o prêmio deve ir para Peter Jackson, diretor de O Retorno do Rei, o último filme da trilogia O Senhor dos Anéis. "Eu votaria nele. Primeiro porque, todo mundo ali fez um filme só e ele fez três", explicou. "Ele cria um universo próprio, com personagens muito consistentes, lida como poucos com a tecnologia e deslocou a atenção da indústria cinematográfica americana na Nova Zelândia (onde a trilogia foi filmada). Ele merece." |
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