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Brasil e Escócia exibem 'fusão perfeita' em palcos londrinos
A Orquestra Escócia Brasil – um supergrupo de 16 músicos dos dois países – fez nesta sexta-feira o último show da sua turnê britânica, em Londres. "Uma pessoa me disse em Aberdeen (Escócia) que não sabia o que esperar do show, mas que depois de nos ouvir descreveu o som como uma fusão perfeita", conta a cantora Alyth McCormack, que na Escócia canta na banda Shine. O grupo passou por São Paulo e Curitiba em março, antes de ir à Escócia e à Inglaterra em dezembro, e é uma curiosa experiência musical patrocinada pelo British Council e pelo Sesc de São Paulo. Nos shows, o grupo de oito músicos de cada país executa composições próprias em arranjos conjuntos que reúnem berimbau e violinos escoceses. Essa fusão inusitada pode ser ouvida na canção Pé Quebrado, do brasileiro Thomas Rohrer, um dos integrantes da orquestra, que, no Brasil, toca ao lado do pianista Lincoln Antônio na banda A Barca. Seleção Entre os oito brasileiros do projeto estão o guitarrista Fernando Catatau, que também tocou com Otto, os percussionistas Simone Soul, que tocou com Zeca Baleiro e Chico César, e André Malê, que tocou com Otto e a Nação Zumbi. Do lado escocês, o grupo conta ainda com o guitarrista Chris Mack, o violoncelista Alan Bryden, Hazel Morrison, na marimba, a harpista Catriona McKay, o violinista Chris Stout, o pianista David Paul Jones e o percussionista Stuart Brown. O time brasileiro é completado pelo baixista e tecladista Alfredo Bello, a cantora e dançarina Telma César e a acordeonista e cantora Renata Mattar, que também toca na Barca. O pianista Lincoln Antônio conta que o eclético grupo amadureceu desde os primeiros shows no Brasil e que agora leva aos palcos um verdadeiro desfile de paisagens musicais. "O show vai se desenvolvendo assim: várias paisagens musicais. Às vezes você cai em um mar, do mar você sobe para tomar um uísque e vai embora", conta Lincoln. Os músicos foram selecionados por sua experiência e relação com a música mais tradicional do país. No entanto, todos trabalham em diferentes frentes musicais. E acabou criando um novo som. "Acabamos criando uma fusão. Na mesma música você vê um momento bem escocês e daí caminha para o Nordeste ou sai caminhando pelo Brasil", comenta o guitarrista Fernando Catatau. |
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