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Atualizado às: 06 de março, 2007 - 11h29 GMT (08h29 Brasília)
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Hormônio da puberdade pode tratar infertilidade, diz estudo
Injeção
Testes com kisspeptin foram feitos em mulheres saudáveis
Alguns casos de infertilidade podem ser tratados com injeções de um hormônio que provoca a puberdade, de acordo com cientistas.

Uma equipe de pesquisadores do Hammersmith Hospital, em Londres, demonstrou que injeções do hormônio neuropeptídio kisspeptin estimulam a liberação de hormônios que controlam a menstruação.

O kisspeptin é o neuropeptídeo que provoca a liberação de hormônios da reprodução em crianças quando elas atingem a puberdade. Seres humanos que têm falta deste hormônio permanecem sexualmente imaturos.

A descoberta foi apresentada em uma conferência da Sociedade de Endocrinologia na cidade de Birmingham, no norte da Inglaterra.

Ovulação

A produção de kisspeptina é controlada por um único gene, chamado KiSS-1, por pesquisadores em Hershey, no Estado americano da Pensilvânia.

A equipe do Hammersmith Hospital queria verificar o efeito do hormônio sobre a ovulação de uma mulher.

Para verificar sua segurança, eles injetaram pequenas doses em voluntárias saudáveis e monitoraram o seu efeito.

Depois da injeção, as voluntárias tiveram um aumento na concentração de hormônio luteinizante (LH) no sangue - um hormônio necessário para a ovulação ocorrer.

"Potencial futuro"

O kisspeptin aumentou a concentração de LH em todos os estágios do ciclo menstrual, mas os efeitos foram maiores na fase pré-ovulatória.

Waljit Dhillo, que liderou a pesquisa, disse: "O kisspeptin já demonstrou no passado estimular bastante a liberação de hormônio em animais, mas esta é a primeira vez que foi constatado que ele estimula a liberação de hormônio sexual em mulheres."

"Nós poderemos agora procurar dar o hormônio para mulheres que não têm menstruação, cujos ciclos irregulares ou que têm menstruação mas não ovulam."

"Um em cada nove casais é afetado por infertilidade e este pode ser um dos tratamentos."

Simon Fishel, diretor do Care Fertility Group, disse: "Isto não é surpresa por causa do que já sabemos sobre kisspeptin, mas é interessante que eles tenham obtido estes resultados em mulheres."

"Isto tinha que ser testado primeiro em mulheres saudáveis para mostrar sua tolerância, e que funciona."

"Os pesquisadores agora têm que ver se tem potencial no futuro como tratamento", disse Fishel.

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