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Atualizado às: 27 de dezembro, 2006 - 14h50 GMT (12h50 Brasília)
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Benefício financeiro faz alemãs grávidas adiarem partos
Mulher grávida
Alemãs ignoram tradicionais 'truques' para apressar partos
Mães alemãs estão se esforçando para segurar o nascimento de seus filhos até o dia 1º de janeiro de 2007, quando entra em vigor um benefício financeiro pago pelo nascimento de bebês.

O benefício, um "prêmio" que pode chegar a 25 mil euros (cerca de R$ 65 mil), foi instituído pelo governo alemão para incentivar casais a procriar, por causa da queda da taxa de natalidade no país.

O dinheiro será pago aos pais que tiverem filho a partir do dia 1º de janeiro – nem um minuto antes.

A preocupação da comunidade médica alemã é, agora, evitar que o esforço para adiar o nascimento das crias coloque em risco a saúde de mães e filhos.

Perigos

Segundo médicos, muitas pacientes estão evitando os "truques" que futuras mamães normalmente adotam para apressar o nascimento dos seus filhos.

Entre eles está tomar vinho tinto, consumir comidas temperadas com curry e fazer exercícios físicos.

Mães de outros tempos estão ainda aconselhando suas filhas a evitar comidas com cravo e canela – marcas registradas da cozinha alemã.

Temendo que as restrições atrapalhassem as festividades de fim de ano, onde reinam os pratos tradicionais, um líder da igreja Protestante de Berlim pediu que a data de entrada em vigor dos novos critérios fosse antecipada.

"Seria um ato anti-burocrático e dentro do espírito natalino mudar a data de 1º de janeiro para 24 de dezembro", declarou Wolfgang Huber ao jornal Berliner Morgenpost.

Natalidade

Nas últimas décadas, as taxas de nascimento na Alemanha caíram a um ponto que autoridades alemãs consideram "alarmante".

A taxa de fertilidade média é de 1,37 filho por casal, bem abaixo da média de 2,1 considerada necessária para manter a população em nível estável.

Pela atual legislação, pais que decidem ter filhos podem receber até 7,2 mil euros (cerca de R$ 19 mil) por um período máximo de dois anos.

A partir de 1º de janeiro, quando forem modificados os critérios do benefício, eles poderão receber até dois terços do seu salário durante um ano, no valor máximo de 25,2 mil euros.

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