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Pneumonia mata mais de 5 mil crianças por dia, diz 'Lancet' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
De acordo com uma edição especial da revista médica The Lancet, dedicado à mortalidade infantil, a pneumonia é a doença que mais mata crianças no mundo, fazendo cerca de 2 milhões de vítimas anualmente. Segundo a publicação, a doença mata mais do que a AIDS, malária e sarampo juntos, embora tenha menor atenção da mídia e dos gestores de saúde pública. Especialistas pedem que o combate à mortalidade infantil tenha sua estratégia alterada, colocando a pneumonia no topo das prioridades, para diminuir a cifra de 29 mil mortes por dia – cerca de 10.5 milhões por ano. "Esses números são, ao mesmo tempo, um fracasso assustador e uma imensa oportunidade de mudarmos as coisas", disse o editor da The Lancet, Richard Horton, em entrevista à agência de notícias Associated Press. Segundo Horton, não há justificativa para a gravidade do problema, uma vez que existem recursos efetivos e viáveis de combate à pneumonia. Escassez de verbas O médico afirma que menos de 20% das crianças com pneumonia recebem antibióticos para se curarem, muito em decorrência da falta de dinheiro para manter os programas de saúde adequados. "A quantia de verbas disponível é absurdamente baixa. Precisamos de cerca de US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 15 bilhões) a mais por ano", afirmou Horton, que também disse que a distribuição dos recursos é muito desigual. "Não é exagero dizer que ocorre um fracasso catastrófico em termos de doação de dinheiro para se tratar do problema da mortalidade infantil", disse. O artigo Pneumonia: a maior assassina de de crianças, publicado na edição especial da The Lancet, afirma que cerca de 600 mil crianças poderiam ser salvas da morte todos os anos a um custo relativamente baixo de US$ 600 milhões (cerca de R$ 1.2 bilhões), só com o tratamento à base de antibióticos. Um artigo publicado na edição da The Lancet, assinado pela Unicef e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) também disse que novos instrumentos para se diminuir os números de mortos por pneumonia estão sendo pesquisados, e que uma vacina testada em Gâmbia recentemente reduziu a incidência da doença em 37%. A publicação da edição da revista coincide com um encontro de chefes de estado e especialistas em saúde em Nova York para debater a questão. A Organização das Nações Unidas (ONU) estipulou um conjunto de metas ligadas à saúde, trabalho, educação, fome e preservação do meio-ambiente, conhecido como "Campanha do Milênio". Um dos objetivos a ser alcançado é a redução em 60% da mortalidade de crianças até cinco anos até o ano de 2015, mas de acordo com Richard Horton, somente 7 entre 60 países estão no caminho certo – Bangladesh, Brasil, Egito, Indonésia, México, Nepal e Filipinas – enquanto 39 países apresentaram algum progresso e outros 14 "causam preocupação". No Brasil, segundo dados de 2004 da própria ONU, acontecem 34 mortes a cada mil nascimentos, e a meta a ser atingida é de 20 óbitos a cada mil crianças nascidas vivas. Outros objetivos da campanha são a erradicação da pobreza e fome, universalidade da educação primária, promoção da igualdade entre homens e mulheres, melhoria da saúde materna, combate à AIDS, promoção de desenvolvimento em harmonia com o meio-ambiente e ampliação de uma parceria global pelo desenvolvimento. |
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