BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 19 de julho, 2006 - 15h03 GMT (12h03 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Antiga Bretanha tinha apartheid, dizem cientistas
Capacete Sutton Hoo.
Tesouros anglo-saxões sugerem uma superioridade econômica.
A Bretanha Anglo-Saxã tinha uma sociedade onde vigorava um “apartheid”, segundo cientistas.

Uma pequena população de migrantes vindos das regiões onde hoje estão Alemanha, Holanda e Dinamarca teriam estabelecido uma sociedade segregacionista depois que chegaram à ilha da Bretanha.

Os pesquisadores acreditam que os migrantes mudaram a configuração genética da população usando a sua superioridade econômica como ferramenta.

A conclusão explicaria a abundância de genes germânicos na Inglaterra contemporânea, conforme entrevista dada à uma publicação da organização científica britânica Royal Society.

O número de pessoas que têm ascendentes paternos germânicos na Inglaterra é muito alto. Pesquisas revelaram que o gene Y germânico está presente em cerca de 50 a 100% do total no país.

Contudo, os cientistas ficavam intrigados com as evidências históricas que mostram um número pequeno de migrantes anglo-saxões.

Cerca de 10 mil e 200 mil anglo-saxões foram para a Inglaterra entre os séculos 5 e 7, quando a população nativa estava na casa dos 2 milhões de pessoas.

Divisão étnica

Para entender o que pode ter acontecido no período, cientistas britânicos usaram simulações de computador para verificar as mudanças que a configuração genética teria sofrido com um afluxo tão pequeno de migrantes.

O grupo de pesquisadores usou evidências históricas que sugeriam que os nativos britânicos tinham desvantagens sociais e econômicas substanciais em comparação com os recém-chegados anglo-saxões.

Para os cientistas, isso teria levado a um desequilíbrio reprodutivo que teria originado uma divisão étnica.

Textos antigos, como as leis de Ine, sugerem que a vida de um nativo britânico não valia tanto quanto a de um anglo-saxão.

Para Mark Thomas, biólogo do University College London (UCL), as características genéticas dos ingleses de hoje seriam explicadas pelo comportamento.

“Com as combinações envolvendo a vantagem reprodutiva de ser anglo-saxão naquela época e as possibilidades de miscigenação étnica, foi possível se chegar aos padrões genéticos e lingüísticos que vemos hoje”, disse.

“Uma elite saxã inicialmente pequena pode ter se estabelecido rapidamente tendo mais filhos que chegavam à vida adulta, graças às melhores condições econômicas e militares”.

“Nós acreditamos que eles também impediram os genes dos britânicos nativos de se misturar à população anglo-saxã ao restringir casamentos entre as etnias, num sistema segregacionista que deixou o país “germanizado” cultural e geneticamente”, afirmou.

“É isso o que vemos hoje – uma população basicamente de origem germânica, falando uma língua de origem germânica”, disse Thomas.

A pesquisa foi publicada na revista científica Proceedings of the Royal Society B.

MicrochipTecnologia
Americanos produzem novo tipo de memória em microchip.
Prótese de pernaCiência
Britânicos conseguem avanço em membros artificiais
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Cientistas criam mundo virtual para testar telepatia
19 de julho, 2006 | Ciência & Saúde
Pesquisa liga enxaqueca a doenças cardíacas
19 de julho, 2006 | Ciência & Saúde
Clones 'teriam individualidade', sugere estudo
18 de julho, 2006 | Ciência & Saúde
Senado dos EUA aprova lei das células-tronco
19 de julho, 2006 | Ciência & Saúde
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade