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Atualizado às: 19 de julho, 2006 - 12h46 GMT (09h46 Brasília)
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Pesquisa liga enxaqueca a doenças cardíacas
Mulher com enxaqueca
Enxaqueca afeta mais mulheres do que homens
Mulheres de meia-idade que sentem severas enxaquecas associadas a outros sintomas, como vertigem, podem ter um risco maior de sofrer de doenças cardíacas, segundo uma pesquisa publicada na revista especializada Journal of the American Medical Association.

Cerca de 10% das mulheres que sofrem de enxaqueca também sentem vertigem, com sintomas como formigamento nos membros ou com a visão afetada.

Segundo o estudo de médicos do Brigham e Women's Hospital e da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, em Boston, as mulheres que sofrem de enxaqueca sem esses sintomas não têm maior risco de desenvolver doenças cardíacas.

Os especialistas afirmam ainda que são necessárias mais pesquisas para estabelecer porque existe a ligação entre os sintomas e a condição.

Já havia sido provada, em estudos anteriores, a relação entre enxaqueca com sintomas de vertigem e acidentes cardio-vasculares isquêmicos.

Também havia indicações de que a enxaqueca estaria ligada a um aumento do risco de doenças cardiovasculares, mas este risco não havia sido provado conclusivamente.

A enxaqueca pode afetar pessoas de qualquer idade, mas ela é mais comum entre mulheres com idade entre 20 e 50 anos. A condição, às vezes, é congênita.

'Melhor compreensão'

Neste estudo, os pesquisadores acompanharam, por 10 anos, 27.840 mulheres com 45 anos de idade ou mais, a partir do início dos anos 90.

Durante o estudo, 580 mulheres sofreram de problemas cardíacos, como enfartes, derrames e angina. Desses, 130 resultaram em morte.

As mulheres que sentiam a enxaqueca associada à vertigem tinham um risco mais alto de sofrer derrame, ataque cardíaco ou outras condições cardiovasculares, e de morte ligada a essas doenças.

O médico Tobias Kirth, que liderou a pesquisa, disse que "como a maioria das pessoas que sofrem de enxaqueca não têm os sintomas de vertigem, a pesquisa mostra que não há aumento de risco na maioria dos pacientes".

Segundo ele, "pesquisas futuras deveriam se centralizar numa melhor forma de entender a relação entre enxaqueca, vertigem e evento cardiovascular".

Em um editorial publicado pelo Journal of the American Medical Association, os médicos Richard Lipton e Marcelo Bigal, da escola de medicina Albert Einstein, disseram que a mesma falha genética - ligada ao aumento dos níveis de homocisteína, um aminoácido presente no sangue - é encontrada nos pacientes de doenças cardíacas e de enxaqueca com sintomas de vertigem, mas não nos que sofrem de enxaqueca sem os sintomas adicionais.

Segundo o editorial, "os paciente que sentem enxaqueca com sintomas de vertigem devem receber maior atenção médica para os outros fatores de risco de doenças cardiovasculares, como pressão alta, colesterol alto e fumo".

Segundo os médicos, também são necessárias mais pesquisas para determinar se remédios contra enxaqueca podem diminuir os riscos cardíacos.

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