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Atualizado às: 11 de julho, 2006 - 13h51 GMT (10h51 Brasília)
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Cartas revelam vida extraconjugal de Einstein
Albert Einstein
Cartas revelam que cientista não era frio e distante da família
Centenas de cartas escritas por Albert Einstein a sua família lançaram mais luz sobre a vida particular do cientista, em particular sobre seus casos extraconjugais.

O material havia sido doado à Universidade Hebraica de Jerusalém por Margot, filha de sua segunda esposa Elsa, sob condição de que só fossem trazidas a público 20 anos após sua morte.

Ontem a abertura do pacote com 3,5 mil páginas de correspondência trocadas entre o cientista alemão e suas duas mulheres e filhas entre 1912 e 1955 marcou o fim do período de quarentena, já que Margot morreu em julho de 1986.

“Atenção indesejada”

Einstein escrevia quase diariamente para Elsa e para Margot, o que contraria a visão comum de que o cientista alemão era frio e distante em assuntos familiares.

O autor da teoria da relatividade já era conhecido por ter tido uma dúzia de amantes, duas das quais se tornaram esposas.

A novidade é que ele discutia abertamente seus casos extraconjugais com Elsa e Margot.

Em suas viagens de estudos e trabalhos, as mulheres o incomodavam com excesso de "atenção indesejada", escreveu o cientista.

Em uma letra a Margot, sua enteada, em 1931, Einstein se queixa de uma de suas conquistas, a socialite berlinense Ethel Michanowski: “A senhora M. me seguiu [até a Inglaterra], e sua perseguição a mim está fugindo do controle”.

“De todas as damas, estou na verdade apegado apenas à senhora L, que é absolutamente inofensiva e decente.”

Em outra correspondência a Margot, ele pede que ela passe adiante “uma cartinha a Margarita [conhecida como a ‘amante espiã russa’] para evitar prover ouvidos curiosos com fuxicos”.

As cartas cobrem ainda inúmeros outros aspectos:

Prêmio Nobel: Einstein não transferiu para a Suíça os recursos do prêmio Nobel de Física que ganhou em 1921, logo após assinar um acordo de divórcio com sua primeira mulher, Mileva. Em vez disso, o cientista investiu a maior parte do dinheiro nos Estados Unidos, onde se estabeleceu fugindo da perseguição na Alemanha nazista – e acabou perdendo grande parte durante a Grande Depressão.

Filho: Einstein achava difícil aceitar a esquizofrenia de seu filho Eduard, e frequentemente expressava a idéia de que talvez fosse melhor se Eduard nunca tivesse nascido.

Enteada: Em uma carta a Elsa, em 1924, Einstein opinou sobre a filha de sua segunda esposa: “Amo [Margot] como se fosse minha própria filha, talvez até mais, já que nunca que se sabe que tipo de pirralha seria [se eu fosse seu pai]”.

Relatividade: Em outra carta a Elsa em 1921, Einstein escreve: “Em breve estarei farto da relatividade. Mesmo algo assim perde a graça quando se está muito envolvido com ela.”

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