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Atualizado às: 03 de junho, 2006 - 03h11 GMT (00h11 Brasília)
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Annan critica limites de plano de combate à Aids
ativistas fizeram lobby junto a delegados
Cerca de mil ativistas têm feito lobby junto aos delegados
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, criticou líderes políticos conservadores que impediram qualquer menção de homossexuais, prostitutas e usuários de drogas em uma declaração sobre o combate à Aids no mundo.

Segundo Annan, é uma falta de visão e contraproducente não mencionar os grupos com maior risco de contrair a doença.

Vários países da África e do Oriente Médio na conferência da ONU sobre Aids em Nova York se opuseram à inclusão desses grupos dizendo que ela representaria uma aceitação de atividades ilegais.

A declaração da ONU, que ainda deve ser submetida à Assembléia Geral da organização, enfatiza abstinência sexual, fidelidade e o uso de camisinha como as melhores formas de prevenir a Aids, e tem como meta o acesso universal ao tratamento da Aids até 2010.

"Fraco"

Agências de ajuda humanitária afirmaram que o documento é "fraco" e traz poucas metas específicas para os governos.

Uma das críticas é que a falta que de referência a homossexuais, prostitutas e usuários de drogas faz com que essas pessoas se tornem "invisíveis".

"Nós estamos furiosos", disse Aditi Sharma, coordenador da ActionAid International.

"É incompreensível como os negociadores puderam elaborar uma declaração tão fraca quando nós precisamos de ação urgente para evitar que 8,5 mil pessoas morram e 13,5 mil sejam infectadas todos os dias", afirmou.

Camisinhas

Mas o chefe da Unaids, a agência da ONU que lida com a doença, Peter Piot, disse que o novo documento é "muito mais forte" que versões anteriores.

O texto foi discutido por negociadores de 150 países.

Em relação a como prevenir o avanço da Aids, abstinência e fidelidade, duas prioridades para os Estados Unidos, estão no topo da lista, seguidas pelo uso da camisinha.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que participou da conferência em Nova York, disse ter expressado a posição do Brasil sobre o uso da camisinha.

"Eu digo que o ideal é inimigo do bom. Foi decepcionante para umas bandeiras que o Brasil leva adiante. O Brasil tem uma sociedade muito aberta, em que os preconceitos estão sendo vencidos de uma maneira muito clara, com a ação da sociedade civil. Em outros países, não é assim. Nós temos que ter uma coisa que seja aprovada por 193 países", disse o ministro.

Segundo Amorim, a declaração vai reconhecer a relação entre patentes e o preço do remédio. "Não é possível que o direito à propriedade intelectual passe à frente do direto à vida", afirmou.

Representantes da ONU dizem que há uma referência à necessidade de dar poder a mulheres e crianças para prevenir a doença. O texto usa uma linguagem detalhada, e traz referências específicas sobre como usar preservativo masculino e feminino.

"Apesar de termos táticas diferentes, somos todos partes de uma mesma estratégia", disse Piot.

A Unaids diz que a Aids matou mais de 25 milhões de pesoas desde que o vírus HIV foi reconhecido, em 1981.

É estimado que 38,6 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no mundo.

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