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Atualizado às: 07 de abril, 2006 - 09h45 GMT (06h45 Brasília)
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Mundo precisa de mais 4 milhões de médicos, diz OMS
São necessários 4 milhões de profissionais da saúde para acabar com 'escassez crônica'
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a escassez de profissionais da saúde no mundo é estimada em 4 milhões de pessoas, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira, o Dia Mundial da Saúde.

O relatório afirma que pelo menos 1,3 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso aos cuidados médicos mais básicos.

A organização diz que países pobres da Ásia e África necessitam urgentemente de mais de dois milhões de médicos e enfermeiras para lidar com doenças como tuberculose, malária e Aids.

Trinta e seis dos 57 países com falta de profissionais da saúde estão na África Subsaariana, afetada por uma forte epidemia de Aids.

Ética

O relatório destaca ainda graves disparidades no acesso a assistência médica, onde a África está em situação mais crítica, com 11% da população mundial, 24% das doenças conhecidas e apenas 3% dos profissionais da saúde do mundo.

A OMS afirma que a expectativa de vida nos países mais pobres é a metade da observada nas nações mais ricas.

O Brasil não está entre os 57 países com grave escassez de profissionais da saúde, segundo o relatório da OMS. Da América Latina o único país incluído na lista crítica é o Peru.

Cada país precisa aprimorar a forma como planeja, educa e emprega médicos, enfermeiras e pessoal de apoio à saúde, diz o documento, que formula um plano de dez anos para lidar com a crise.

Os países ricos precisam de mais médicos e enfermeiras também, e os salários são mais altos do que na África. A OMS dis que países em desenvolvimento estão vendo seus profissionais serem atraídos para esses mercados.

O relatório pede a adoção de uma política de recrutamento mais ética para profissionais da saúde que desejam imigrar e investimento internacional para ajudar os países pobres a formarem mais pessoal qualificado.

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