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Atualizado às: 12 de dezembro, 2005 - 15h53 GMT (13h53 Brasília)
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Trauma psicológico de aborto 'pode durar 5 anos'
Interrupção de gravidez abala mulheres por mais tempo que aborto espontâneo
Abortos voluntários podem resultar em traumas psicológicos que levam pelo menos cinco anos para serem superados, afirma um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Oslo.

A equipe de cientistas comparou 40 mulheres que tiveram abortos espontâneos com outras 80 que escolheram interromper a gravidez. O resultado do estudo foi publicado nesta segunda-feira na revista acadêmica online BMC Medicine.

Aquelas que perderam os bebês em razão de problemas no parto sofreram estresse mental nos seis meses subsequentes. Já as mulheres que praticaram abortos de vontade própria enfrentaram efeitos negativos de duração maior.

Ativistas que militam pelo direito ao aborto dizem não haver provas ligando diretamente aborto a trauma psicológico.

Os pesquisadores noruegueses disseram que os resultados reforçam a importância de se oferecer às mulheres informações sobre os efeitos psicológicos da perda de um filho, seja naturalmente, seja por aborto premeditado.

5 anos depois

A equipe da Universidade de Oslo afirmou que, dez dias após o aborto, 47,5% das mulheres que tiveram aborto espontâneo apresentaram sinais de algum tipo de sofrimento mental, contra 30% das que se submeteram a abortos.

O total de mulheres psicologicamente abaladas pelo aborto espontâneo caiu com o passar do tempo – 22,5% delas após seis meses e apenas 2,6% passados dois anos e cinco anos.

Já no grupo das mulheres que abortaram por escolha própria, 25,7% ainda sofriam sequelas psicológicas depois de seis meses, e 20% delas continuavam com problemas mentais relacionados ao aborto cinco anos mais tarde.

"Sempre considerou-se isso, e este estudo também mostra, que a decisão de interromper uma gravidez pode trazer sentimentos de ansiedade e culpa por longa data", disse Richard Warren, do Royal College of Obstetricians, da Grã-Bretanha.

"Embora a maioria das mulheres sejam capazes de lidar com esses sentimentos, a necessidade de apoio e aconselhamento deve ser reconhecida e a ajuda apropriada deve ser oferecida."

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