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Merck é condenada a pagar indenização de R$ 600 mi | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A multinacional farmacêutica Merck foi condenada a pagar uma indenização de US$ 253,4 milhões (cerca de R$ 600 milhões) à esposa de um homem que tomava o analgésico Vioxx e morreu enquanto dormia. O tribunal do Texas considerou que a empresa foi negligente. Robert Ernst morreu aos 59 anos. A soma a ser paga como indenização cobre os salários que Ernst receberia como gerente de produção da rede varejista Wal-Mart e outros danos, além da "angústia mental" e "perda de companhia" sofrida por sua esposa, Carol Ernst. A Merck anunciou que vai recorrer da decisão e vai se defender contra milhares de possíveis processos que a decisão do tribunal do Texas podem desencadear. Ações em queda Há mais de 4 mil ações em curso contra a Merck relacionadas ao Vioxx nos Estados Unidos, além de outras que foram impetradas no exterior, inclusive no Brasi. A decisão do tribunal de Angleton, no Texas, foi tomada por um júri formado por sete homens e duas mulheres, que ficaram reunidos por 10 horas e meia, em um período de dois dias, para debater o veredicto. O Vioxx começou a ser tirado de circulação pelo Merck no ano passado, depois que estudos indicaram que o remédio aumenta a possibilidade de problemas cardiovasculares em pacientes que o tomam por mais de um ano e meio. Acredita-se que 84 milhões de pessoas em dezenas de países tenham tomado o remédio. As ações da empresa apresentaram queda de 5% após a divulgação do veredicto. A Merck, por sua vez, afirma que não há provas científicas confiáveis de que o Vioxx tenha causado a morte de Robert Ernst. |
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