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Britânico cria etiqueta eletrônica para marcar impedimento | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O uso de etiquetas eletrônicas por jogadores de futebol pode ajudar a melhorar a precisão de decisões de impedimento por parte dos árbitros, segundo pesquisa desenvolvida por um estudante de ciências da computação da Universidade de Southampton, na Inglaterra. Jonathan Dunne, fã do Manchester United, resolveu fazer a pesquisa depois de considerar um impedimento injusto em uma partida que estava assistindo. De acordo com Dunne, as etiquetas podem rastrear o jogador e a bola a uma distância de cinco centímetros. "A regra do impedimento é complexa, e as decisões incorretas podem custar a um clube não só uma partida, mas também milhões de libras", diz Dunne. Possibilidades Dunne estudou três possíveis sistemas que poderiam tornar as decisões de impedimento mais precisas: etiquetas eletrônicas com RFID (rádio freqüência com identificação digital), rastreamento via satélite e análise de vídeos. O satélite mandaria sinais para receptores acoplados aos jogadores para que eles pudessem ser rastreados, e a análise de vídeo usaria um software e câmeras de alta resolução colocadas sob o campo de futebol para registrar a posição dos jogadores durante o jogo. Mas Dunne chegou à conclusão de que as etiquetas com RFID são as mais efetivas e precisas. Segundo ele, seriam necessários alguns milhões de libras para desenvolver o programa inicial, mas se esse custo for dividido entre os clubes, o sistema sairia relativamente barato. Críticos ao uso de tecnologia em jogos de futebol dizem que as partidas perderiam o ritmo caso tivessem de ser paradas para que o juiz possa rever o lance. "Mas com o RFID, o árbitro vai receber um aviso em tempo real, então não haverá a necessidade de parar o jogo", afirma Dunne. "E o bandeirinha continua sendo importante, porque ele ainda pode indicar quando houve o impedimento, sendo que a tecnologia só vai confirmar ou não a decisão." Campo visual Em uma pesquisa recente, o médico espanhol Francisco Belda Maruenda indicou que o olho humano é psicologicamente incapaz de processar todas as informações necessárias para que a regra do impedimento seja aplicada de maneira correta. De acordo com Maruenda, os juízes e os bandeirinhas em um jogo de futebol precisam monitorar pelo menos cinco objetos simultaneamente (a bola, o lançador e o receptor do passe e pelo menos dois defensores) para verificarem um caso de impedimento. O médico chegou a sugerir uma mudança nas regras, permitindo, por exemplo, que imagens de TV sejam usadas para provar um impedimento. |
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