|
Blog da Microsoft bloqueia termos políticos na China | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os usuários que usam o portal da Microsoft na China para criar seus diários pessoas, os blogs, estão tendo palavras censuradas pela empresa. Os internautas da seção MSN Spaces do novo portal da Microsoft no país recebem uma mensagem de bloqueio cada vez que digitam palavras como "liberdade", "democracia" e "manifestação", além de expressões como "direitos humanos" e "independência de Taiwan". A mensagem que surge na tela diz: "Texto com linguagem proibida. Por favor, apague". Os "blogueiros" chineses já enfrentam um rígido controle por parte do governo do país. A Microsoft afirmou que obedece leis, regulamentos e normas de cada país onde opera. 'Sem ética' A decisão, no entanto, foi criticada por órgãos de defesa da liberdade de expressão. "Depois do Yahoo, eis uma nova gigante americana da internet abrindo o caminho para as autoridades chinesas e concordando com a auto-censura", disse a organização Repórteres sem Fronteira em um comunicado. "A falta de ética por parte dessas empresas é extremamente preocupante. Acreditamos que o argumento de que elas operam segundo as leis de cada país é fraco, e que essas multinacionais precisam respeitar alguns princípios éticos básicos." Além do Yahoo e da Microsoft, o Google também foi criticado por restringir o que os chineses podem pesquisar e ler online. Registro Recentemente, a China aprovou uma norma que obriga todos os "blogueiros" a registrar suas páginas junto às autoridades até 30 de junho. Segundo o regulamento, o autor de um blog também precisa se identificar. Blogs não registrados são fechados. De acordo com os Repórteres sem Fronteira, a China está usando um sistema chamado Night Crawler para controlar os diários virtuais e garantir que apenas os que estão registrados sejam publicados. Joint venture O MSN Spaces é administrado pela estatal Shanghai Alliance Investment, parceira de joint venture da Microsoft. A empresa de Bill Gates afirmou que as pessoas que usam os serviços do MSN Spaces têm de concordar com seu código de conduta. No caso do serviço na China, o código diz que os usuários não têm permissão de fazer "uploads", escrever ou distribuir qualquer conteúdo que seja "ilegal ou viole leis nacionais e locais". Adam Sohn, diretor global de marketing e vendas da Microsoft admitiu, em entrevista à agência de notícias Associated Press, que algumas palavras e expressões foram proibidas. "Não tenho acesso à lista, portanto não posso dar mais detalhes sobre o assunto", disse Sohn. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||