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Governo do Peru anuncia plano para proteger Machu Picchu | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Peru elaborou um plano para proteger o santuário inca de Machu Picchu, que, segundo especialistas, está ameaçado pelo turismo desenfreado e pelos deslizamentos de terra. O plano será submetido à agência da ONU para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a fim de evitar que o santuário seja declarado patrimônio histórico em perigo, segundo a diretora do Instituto Nacional de Cultura do Peru, María Elena Córdova. Há dois anos, a Unesco advertiu que incluiria Machu Picchu na lista dos lugares em perigo a não ser que fosse reduzido o número de turistas que podem visitar o santuário. Diariamente, cerca de 2,5 mil pessoas visitam Machu Picchu, construída durante o Império Inca, há 500 anos. Turismo sustentável O plano do governo peruano prevê investimentos de US$ 132,5 milhões (cerca de R$ 344 milhões) destinados à manutenção das ruínas e da chamada Trilha Inca. O governo quer promover o desenvolvimento do turismo sustentado no Valle Vilcanota, onde fica Machu Picchu, a 1,2 mil quilômetros ao sul de Lima. A proposta prevê ainda o monitoramento por satélite dos movimentos de terra para prevenir novos deslizamentos que possam provocar a deterioração das ruínas. "A educação da população também é fundamental para que se aprenda a respeitar o patrimônio, mesmo que se mantenha o número de 2,5 mil visitantes diários", disse Córdova à agência Reuters. Machu Picchu, chamada de "cidade perdida dos incas", foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade em 1981. |
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