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Parentes não estão internando vítimas do Marburg | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Famílias em Angola estão se recusando a levar parentes infectados com o vírus letal Marburg ao hospital, de acordo com funcionários da área da saúde no país. "As pessoas não querem mandar seus parentes para alas de quarentena, sabendo que a maioria deles não sobreviverá", disse Monica Castellanau, da organização assistencial Médicos Sem Fronteiras em Uíge. Segundo os funcionários, isso pode aumentar o risco de propagação do vírus. Cerca de 203 pessoas morreram vítimas da doença desde outubro, inclusive 14 pessoas que trabalhavam com saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A organização disse que começou uma campanha de conscientização pública sobre a doença na região mais afetada do país, a província de Uíge. Anúncios em rádio e televisão em Angola estão sendo transmitidos e um grupo de músicos vai compor uma canção sobre a doença. O fundo da ONU para a infância, Unicef, disse que pediu aos anciãos de tribos no país para ajudarem na campanha para impedir hostilidade contra o pessoal médico. A OMS foi forçada a suspender suas operações temporariamente em Uíge na semana passada depois que residentes da área atacaram seus veículos. Os moradores temiam que os funcionários da área da saúde propagassem o vírus Marburg. A febre hemorrágica causada pelo vírus Marburg é semelhante ao vírus Ebola, mas especialistas das Nações Unidas afirmam que ele parece ter um risco de mortalidade maior. Países vizinhos, tais como a República Democrática do Congo e a África do Sul, tomaram medidas preventivas para impedir que o vírus atravesse as fronteiras e ameace suas populações. |
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