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Atualizado às: 15 de março, 2005 - 19h59 GMT (16h59 Brasília)
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Cientistas põem em coma células que estão com câncer
Melanoma
O estudo concentrou-se numa forma mortal de câncer de pele chamado melanoma
Cientistas do Instuto de Pesquisas Marie Curie descobriram uma nova maneira de bloquear o desenvolvimento do câncer - colocando células cancerosas em coma permanente.

Eles acreditam que o método pode levar a uma forma totalmente nova de tratar a doença.

Os tratamentos atuais são baseados na remoção ou na morte das células cancerosas.

O novo método funciona com a reativação de um mecanismo de auto-defesa natural que bloqueia a divisão de células que carregam mutações potencialmente perigosas.

Tumores

Em circunstâncias normais, esse mecanismo evita que células danificadas se reproduzam, colocando-as num estado conhecido como senescência.

Mas, quando há câncer, o mecanismo é desligado, permitindo que a célula se divida de maneira desordenada, levando à formação de tumores.

Anteriormente, cientistas acreditavam que não havia possibilidade de reparação do mecanismo.

O estudo mais recente - concentrado numa forma mortal de câncer de pele chamado melanoma - mostra que isso não é verdade.

Os pesquisadores descobriram um gene chamado Tbx2 que parece desempenhar um papel-chave para sabotar a interrupção da divisão celular.

Quando eles desabilitam o gene, as células do melanoma perdem sua capacidade de se dividir.

O que ainda não está claro é se o gene desempenha um papel no desenvolvimento de todos os cânceres, ou apenas do melanoma.

"Seria um grande passo poder criar drogas que reativam a senescência", disse o pesquisador Colin Goding.

"O mais interessante disso é que esse mecanismo natural trabalha naturalmente em cima de células que tem o acelerador. Ele atinge células cancerosas, mas não células normais", explicou.

Remédios

Mas os pesquisadores enfatizam que serão necessários dez anos até que novos remédios possam ser desenvolvidos.

Mark Matfield, da Associação para Pesquisa Internacional de Câncer, que financiou parte da pesquisa, disse que casos de melanoma maligno estão aumentando rapidamente.

"Esse trabalho vai interessar à comunidade científica por causa da possibilidade de que esse mecanismo de autodefesa possa formar a base de um potencial tratamento, não apenas para melanomas, mas para outros cânceres que crescem rapidamente, como o de seio, o de próstata e o pancreático", disse.

Gordon Peters, chefe de oncologia molecular do Cancer Research da Grã-Bretanha, disse que muito trabalho está sendo feito para tentar isolar os genes envolvidos em acabar com o crescimento do câncer.

Ele disse que esse estudo representou um passo adiante.

"Além de revelar ângulos previamente não conhecidos, as descobertas ressaltam a crença de que é possível adormecer células cancerosas."

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