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Atualizado às: 29 de dezembro, 2004 - 19h04 GMT (17h04 Brasília)
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Pílula pode falhar mais em mulheres obesas, diz estudo
Pílula anticoncepcional pode falhar em mulheres obesas
Pílula anticoncepcional pode falhar em mulheres obesas
Mulheres que estão acima do peso ou são obesas têm mais chances de engravidar por causa de falhas da pílula anticoncepcional, diz uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos.

De acordo com o trabalho, mulheres acima do peso têm 60% a mais de chances de engravidar usando da pílula do que as que estão perto do peso ideal.

Para as obesas, a probabilidade aumenta ainda mais: é 70% maior.

O estudo foi feito por uma equipe do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle.

Massa corporal

Os pesquisadores compararam o peso e o índice de massa corporal de 248 mulheres que engravidaram durante o uso da pílula e de um grupo de 533 mulheres da mesma idade que estavam tomando contraceptivos e não engravidaram.

No estudo, eles afirmam que para cada cem mulheres que tomam a pílula, um número extra de duas a quatro mulheres pode engravidar por causa do excesso de peso.

Os fabricantes de pílula afirmam que ela funciona em 99% dos casos, no entanto, por diferentes razões – que podem passar inclusive pelo uso incorreto do produto – as taxas reais de falha chegam a 6%.

Agora, entre os motivos para as falhas, dizem os especialistas americanos, pode-se somar o excesso de peso.

Os pesquisadores afirmaram que seu estudo não se concentrou na razão desta ligação.

Mas eles sugerem que alterações no metabolismo ligadas ao excesso de peso que reduziriam a eficácia do medicamento poderiam ser a razão. Outra explicação seria que o nível de hormônios presentes na pílula não seria suficientemente alto para mulheres obesas.

Os pesquisadores têm ainda uma outra alternativa: ingredientes ativos em contraceptivos orais, estrogênio e progesterona, são armazenados na gordura corporal. Então, estes ingredientes poderiam ficar presos na gordura ao invés de circular na corrente sanguínea.

A médica Victoria Holt, que liderou o estudo, sugeriu que mulheres que não querem engravidar e estejam acima do peso ou obesas devem considerar uma forma de contracepção permanente, como esterilização, ou usar preservativos como complemento ao uso da pílula.

A pesquisadora afirma que aumentar a dosagem hormonal da pílula não é aconselhável.

Mulheres acima do peso ou obesas já correm risco maior de doenças cardiovasculares e hormônios contraceptivos aumentariam ainda mais este risco.

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