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Menores de 14 anos britânicas recebem anticoncepcionais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Médicos estão fornecendo implantes anticoncepcionais para adolescentes de até 14 anos na Grã-Bretanha sem o consentimento de seus pais, segundo denúncia do jornal Times. O jornal, em sua edição deste domingo, afirma que os implantes que deixam mulheres inférteis por cerca de três anos foram fornecidos a cerca de 400 adolescentes com menos de 16 anos. Os implantes são pequenos bastões colocados debaixo da pele, no braço, que liberam hormônios capazes de parar a produção de óvulos. Segundo o jornal os números foram descobertos no Parlamento britânico. O governo da Grã-Bretanha está tentando diminuir a taxa de gravidez entre adolescentes, considerada uma das mais altas da Europa ocidental. Tim Loughton, que exerce um cargo considerado como o representante de oposição junto ao Ministério da Infância britânico, obteve a informação e se diz preocupado com o que descobriu. "Isto não vai ajudar os jovens a terem uma atitude mais responsável em relação ao sexo. Não ajuda em nada ter certeza de que meninas não vão ficar grávidas se elas continuarem a ter relações com vários parceiros e ficarem doentes", disse. Pílula Existem problemas em se fornecer hormônios para adolescentes, mas muitos médicos afirmam que esta forma é mais segura que a pílula anticoncepcional, que muitas adolescentes esquecem de tomar. Uma porta-voz da Associação Médica Britânica afirmou que algumas adolescentes consultam os médicos para aconselhamento em métodos contraceptivos. "A preocupação dos médicos é em atender às necessidades dos pacientes e estatísticas não esclarecem quais são estas necessidades. É óbvio que, em alguns casos, estas necessidades são atendidas por métodos anticoncepcionais como este", afirmou. O departamento do governo britânico que cuida da questão de gravidez na adolescência afirmou que a escolha do método anticoncepcional é uma decisão do indivíduo. Mas acrescentou que é preciso que todos tenham informações suficientes para fazer a escolha. Na Grã-Bretanha os médicos não são obrigados por lei a falar para os pais ou responsáveis por uma adolescente que estão receitando contraceptivos a ela. Segundo as últimas pesquisas o número de adolescentes menores de 18 anos grávidas na Inglaterra e Gales aumentou 2,2% de 2001 para 2002. |
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