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Proteína pode combater tumor no cérebro, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas do Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, dizem ter desenvolvido um tratamento que pode ser efetivo contra o tipo mais comum e agressivo de câncer de cérebro. Segundo eles, a pesquisa mostrou que ratos com o tumor podem sobreviver após a injeção de uma proteína chamada hsFlt3L. Eles descobriram que a proteína aumentou o número de células imunes no cérebro e retardou significativamente o crescimento do tumor. O glioblastoma multiforme normalmente se desenvolve tão rápido que uma pessoa com esse tumor pode morrer cerca de um ano após o diagnóstico. Tratamentos com cirurgias, drogas e radioterapia têm se mostrado incapazes de evitar que os pacientes morram. Os detalhes da pesquisa foram publicados na revista científica Molecular Therapy. Testes Entre os ratos tratados com hsFlt3L, 33% ficaram completamente curados em três meses. E os que conseguiram sobreviver por seis meses ou mais também ficaram livres do tumor. Sete entre dez ratos que receberam grandes doses da proteína sobreviveram por mais de um ano. Os ratos que foram tratados com um outro tipo de injeção morreram após uma semana. "Nosso estudo é o primeiro a mostrar que o glioblastoma multiforme diminuiu ou desapareceu por completo em ratos de laboratório. O resultado aconteceu provavelmente devido à capacidade da proteína em estimular a produção de células imunes no cérebro", diz a pesquisadora Maria Castro. "Agora queremos converter esses testes de laboratório em testes clínicos em pacientes com o tumor." O glioblastoma multiforme cresce muito rápido e normalmente já tem um tamanho considerável quando a pessoa começa a sentir os sintomas e é feito o diagnóstico. A cirurgia é usada para remover grande parte do tumor e é seguida de radioterapia e quimioterapia para retardar o progresso da doença. Mas, apesar de todos esses tratamentos, o tumor volta a aparecer, e o paciente morre em um ano. "Ainda é muito cedo para dizer que esse tratamento será um sucesso", diz Jeremy Reen, especialista em neuroncologia pela University College London. Segundo ele, muitos outros estudos já se provaram promissores em testes de laboratório, mas não tiveram o mesmo sucesso em pacientes. Os cientistas envolvidos na pesquisa pretendem começar os testes clínicos nos próximos três anos. |
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