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Atualizado às: 02 de novembro, 2004 - 13h04 GMT (10h04 Brasília)
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Droga pode prolongar vida de quem tem câncer de pulmão
Maioria dos pacientes que foram vacinados com a droga sobreviveu por mais tempo
Maioria dos vacinados com a droga sobreviveu por mais tempo
Uma equipe de cientistas do Canadá está desenvolvendo uma vacina que poderá prolongar a sobrevida das pessoas que sofrem de câncer de pulmão.

A droga, que ajudaria o sistema imunológico a reconhecer e atacar células cancerígenas do órgão, já foi testada em 171 pacientes. Muitos deles estavam vivos dois anos após o teste.

Os cientistas do Instituto de Câncer Cross, em Edmonton, esperam que um dia o uso da droga, chamada de L-BLP25, possa ser combinado com cirurgias e tratamentos já existentes como radio e quimioterapia.

O pesquisador Charles Butts disse que a droga foi especialmente eficiente nos pacientes que já estavam numa fase da doença muito avançada para cirurgia, mas que ainda não tinham outros órgãos do corpo contaminados.

Sobrevida

Os pacientes com esse perfil costumam sobreviver em média por 13,3 meses, mas entre os que participaram dos testes, 60% estavam vivos dois anos após terem recebido a vacina de L-BLP25. Um dos pacientes está usando a droga por três anos e meio.

Também foram observados progressos nos casos menos avançados: os pacientes em que a substância foi testada sobreviveram em média por 17,4 meses, contra os 13 meses dos que recebem tratamento convencional.

O tratamento mais usado atualmente para o câncer de pulmão é a quimioterapia, que, ao atacar as células cancerígenas, também destrói células saudáveis.

A droga desenvolvida pelo instituto canadense teria um efeito mais seletivo, treinando o sistema imunológico a procurar e atacar apenas as células do tumor. Para tanto, a L-BLP25 busca uma proteína de açúcar só encontrada na superfície do tumor.

O oncologista Siow Ming Lee, da organização Cancer Research UK, elogiou o estudo, mas disse que ainda é necessário testar a droga em pacientes aleatórios para evitar resultados falsamente positivos devido a, por exemplo, efeitos de tratamentos anteriores.

"Usar o sistema imunológico da própria pessoa para combater o câncer é uma abordagem muito interessante, mas nós ainda temos que fazer avanços significativos no uso desse método", afirma Lee.

A fase três de testes da droga, que envolve a aplicação da droga em pacientes de forma aleatória, deve começar no próximo ano. Os resultados do estudo foram apresentados no Congresso da Sociedade Européia de Oncologia Médica.

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