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Mídia sul-africana não dá atenção à Aids, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo internacional de monitoramento de mídia afirmou neste sábado que os meios de comunicação da África do Sul "praticamente ignoram" a Aids em suas programações e coberturas jornalísticas. A África do Sul é o país com o maior número de casos de pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo. Cerca de 600 pessoas morrem diariamente no país, vítimas da doença. O grupo, chamado Media Tenor, afirmou ainda que até a empresa estatal de notícias da África do Sul dedicou apenas pouco mais de 1% de sua programação a informações sobre a doença nos últimos dois anos. O relatório concluiu que as rádios, as TVs e os jornais sul-africanos não estão cumprindo a sua obrigação de "pressionar o governo para proporcionar mais tratamento e realizar campanhas de prevenção" no país. "Notícia velha" O relatório sugere que a relutância em realizar coberturas sobre a Aids pode se dar ao fato de a doença corresponder a uma "notícia velha" para os editores de mídia. Estima-se que cerca de cinco milhões de sul-africanos tenham o HIV, em uma população de 45 milhões de pessoas. O combate à doença tornou-se um dos pilares da campanha para a reeleição recente do presidente Thabo Mbeki, que já foi acusado de ignorar durante anos a epidemia de Aids em seu país. Ele tinha uma teoria de que o HIV não era o causador da doença. Mas no começo deste ano o governo iniciou a distribuição gratuita de medicamentos para as pessoas que apresentam sintomas de infecção, mas as perspectivas de sucesso no combate à doença ainda são sombrias. A distribuição de medicamentos não atinge a todos os pacientes de Aids, mas apenas àqueles que apresentam sintomas graves da doença. |
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