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Atualizado às: 15 de abril, 2004 - 13h38 GMT (09h38 Brasília)
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'Novo planeta' do sistema solar não tem lua, dizem cientistas

Sedna, Nasa, Esa, Adolf Schaller
Impressão artística do meio-dia em Sedna
Sedna, o corpo celeste mais distante dentro do sistema solar, não tem uma lua, segundo os cientistas.

Acreditava-se que sua rotação lenta era provocada pela gravidade de um corpo celeste pequeno nas proximidades.

Mas agora os pesquisadores descartaram essa teoria, citando inclusive imagens captadas pelo telescópio espacial Hubble que não mostram nada perto do planeta.

Os cientistas dizem que a descoberta inesperada da não-existência da lua pode oferecer pistas sobre a origem e evolução dos astros nos confins do sistema solar.

A descoberta de Sedna, anunciada em 15 de março, levou a grande euforia entre astrônomos e a uma discussão entre cientistas sobre a validade de sua classificação como "planeta".

'Perplexo'

O co-descobridor de Sedna, Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (CalTech), nos Estados Unidos, estava tão convencido de início de que o corpo celeste tinha um satélite natural que a imagem feita por um artista divulgada quando do anúncio da sua descoberta incluía uma lua hipotética.

"Eu estou totalmente perplexo com a ausência de uma lua," disse ele. "Isso torna Sedna ainda mais interessante."

Imediatamente depois do anúncio da descoberta de Sedna, os astrônomos direcionaram as lentes do Telescópio Espacial Hubble para o novo "planetóide" para procurar a lua que o acompanharia.

Foi necessário utilizar o telescópio espacial porque a turbulência da atmosfera da Terra torna a imagem de Sedna instável para telescópios terrestres.

A imagem produzida por Hubble no dia 16 de março mostra um único objeto, Sedna, e uma estrela bem apagada no fundo, no mesmo campo de visão.

"Apesar da imagem cristalina do Hubble (equivalente a tentar ver um campo de futebol a 1.500 quilômetros de distância), ela ainda não consegue deixar nítido o disco do misterioso Sedna," disse Brown.

Mas a imagem do Hubble coloca um limite nas dimensões de Sedna, que tem aproximadamente três quartos do diâmetro de Plutão, cerca de 1.600 quilômetros.

Brown esperava que um suposto satélite fosse visível como um pequeno ponto na imagem do telescópio espacial.

O objeto não está lá, embora exista uma pequena chance de que ele esteja atrás de Sedna ou transitando na frente dele e portanto não poderia ser visto separadamente.

Rotação lenta

A rotação de Sedna foi calculada em observações anteriores das mudanças periódicas na luz refletida pelo objeto.

Os dados indicam uma longa rotação, de mais de 20 dias (mas não mais de 50 dias).

Se isso for verdade, pode fazer com que o Sedna seja o corpo celeste com rotação mais lenta no sistema solar, depois de Mercúrio e Vênus, cuja velocidade de voltas em torno de seu eixo se deve à influência do Sol.

Uma forma fácil de sair desse dilema é a possibilidade de o período de rotação não ser tão vagaroso quanto os astrônomos acham.

Mas a equipe de Brown está convencida de que os cálculos estão corretos.

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