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Atualizado às: 26 de janeiro, 2004 - 15h29 GMT (13h29 Brasília)
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Parto do primeiro filho na água dói menos, diz estudo
Bebê recém-nascido
Parto do primeiro filho pode ser mais difícil

Mulheres que têm seu primeiro filho na água têm menor probabilidade de usar drogas para conter a dor, dizem pesquisadores.

O uso da piscina no primeiro estágio do parto diminui a necessidade de injeções epidurais, de acordo com a equipe da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha.

O estudo, publicado no site do British Medical Journal, sugere que talvez as mulheres possam ter os benefícios de um parto na água mesmo que o final do processo não aconteça na piscina.

Alguns especialistas temem que partos ocorridos inteiramente na água podem trazer mais riscos para o bebê.

Menos intervenção

Os pesquisadores compararam dois grupos de mães em seu primeiro parto. Todas estavam tendo partos demorados.

Cerca de metade das mulheres foi mergulhada na água durante o primeiro estágio do parto.

O estudo mostrou que das 49 mulheres que foram imersas na água, metade precisou de injeção epidural, enquanto dois terços das 50 mulheres do outro grupo precisaram da droga.

Nos partos com água houve menor necessidade de intervenção médica para ajudar as contrações e, de maneira geral, as mulheres disseram estar mais confortáveis.

Apesar de requererem menos intervenções médicas, os partos das mulheres imersas na água não foram mais demorados do que os partos no outro grupo.

Mais rápido

Elizabeth Cluett, da Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia da Universidade de Southampton, coordenadora da pesquisa, disse que o estudo contradiz a teoria de que os partos com água e sem drogas para induzir as contrações seriam mais demorados.

“Sabemos que mulheres em seu primeiro parto ficam muito estressadas. Isso causa mudanças hormonais e torna o processo mais demorado”, ela disse.

“Nosso estudo mostra que colocar as mulheres na água relaxa e diminui a dor. Esperamos que os resultados ofereçam às mães a opção de um parto sem a intervenção do obstetra.”

A pesquisa foi bem recebida pela entidade britânica National Childbirth Trust, que se dedica a promover estudos sobre o assunto.

Mary Newburn, que trabalha para a organização, disse que há mais de uma década as mulheres vêm dizendo que o uso da água durante o parto diminui a dor.

“Isto reduz o uso de drogas, que atravessam a placenta, tornam o bebê mais sonolento e dificultam a amamentação”, explicou.

Alguns especialistas, entretanto, dizem que o uso da água durante todo o processo do parto não é boa idéia.

Um estudo feito recentemente na Nova Zelândia revelou quatro incidentes em que os bebês quase morreram afogados.

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