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Africanas têm 175 mais chances de morrer no parto
Mãe africana
Uma em cada 16 mulheres africanas têm chances de morrer no parto

Mulheres africanas têm 175 mais chances de morrer durante o parto do que as mulheres dos países desenvolvidos, segundo um novo relatório de três agências da ONU (Organização das Nações Unidas).

No geral, a probabilidade de uma mulher africana morrer no parto é de uma morte para cada 16 partos, contra uma média de uma para 2,8 mil em países desenvolvidos. No Brasil, as chances são de uma para 140.

O relatório foi preparado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fundo de Populações da ONU (UNFPA),

Os dados disponíveis mais recentes são de 2000. Noventa e cinco por cento das 529 mil mortes de mães no parto registradas naquele ano ocorreram na África e na Ásia. Na América Latina, ocorreram 4% das mortes, e menos de 1%, nos países desenvolvidos.

A diretora-executiva da Unicef, Carol Bellamy, afirmou que os dados mostram um "número alto e inaceitável de mulheres morrendo no parto" e pediu para que haja maior acesso aos serviços de emergência de obstetrícia.

Sem cuidado

Segundo o relatório, muitas mortes ocorrem pelo atraso em reconhecer que há um problema, pela dificuldade da mãe em chegar um estabelecimento médico ou em receber um atendimento de qualidade.

Risco de mortes no parto
Serra Leoa e Afeganistão: 1 em 6
Angola, Malauí e Níger: 1 em 7
Nepal: 1 em 24
Paquistão: 1 em 31
Índia: 1 em 48
Brasil: 1 em 140
China: 1 em 830
USA: 1 em 2.500
Grã-Bretanha: 1 em 3.300
Japão: 1 em 6.000
Suécia: 1 em 29.800
Organização das Nações Unidas

"Muitas mulheres têm os seus filhos sozinhas ou com membros da família e sem profissionais qualificados que tenham condições de lidar com complicações no parto", disse o diretor-geral da OMS, Lee Jong-Wook, em um comunicado.

O relatório foi o primeiro a ser realizado usando uma nova técnica que permite chegar a uma estimativa em países onde dados exatos não estão disponíveis.

Os dados mostram que em 2000 a taxa de mortalidade entre as mães da África Subsahariana foi de 920 para cada 100 mil. Nos países desenvolvidos foi de apenas 20, e na América Latina e Caribe de 190.

Os países com os piores números foram a Serra Leone e o Afeganistão, os dois sofrendo com anos de conflito interno.

O país mais seguro para as grávidas é a Suécia. Em 2000, apenas duas mulheres morreram no parto – uma taxa de uma morte para cada 29,8 mil partos.

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