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Grupo indiano vai ao Iraque para combater estresse
Se algum país do mundo está precisando de um tratamento anti-estresse, esse país é o Iraque. E agora, a Fundação Arte de Viver, da Índia, está levando ioga, meditação e exercícios de respiração ao país para tentar amenizar o sofrimento dos iraquianos massacrados por violência e guerra. O grupo de Bangalore tem como função declarada "eliminar o estresse, criar um senso de identidade e reestabelecer os valores humanos". Cerca de 15 voluntários, entre eles médicos, montaram centros médicos em que utilizam a tradicional medicina alternativa indiana, além de meditação e ioga, para melhorar a vida dos iraquianos. A iniciativa começou em setembro, com a chegada de sete voluntários à Dillad, uma vila próxima à cidade-natal de Saddam Hussein, Tikrit. Respiração Lá, 30 iraquianos se inscreveram nas aulas de meditação e técnicas de respiração, que foram dadas em um hospital particular da região. Desde então, os voluntários montaram outros centros médicos em duas salas cedidas pela prefeitura de al-Qadisiyah, nos arredores de Bagdá, além de um centro de meditação e técnicas de respiração em um bairro da capital. O retorno, de acordo com os indianos, tem sido estimulante. Um dos acampamentos de al-Qadisiyah tem filas de 200 pessoas todos os dias. "Depois dos bombardeios, os níveis de trauma e ansiedade em Bagdá eram muito altos", disse Vinod Kumar, o líder da equipe em Bagdá. "Apesar de a guerra já ter terminado, descobrimos que muitos dos moradores não conseguiam dormir e nem mesmo comer. Os moradores atravessam mudanças de humor e depressões. A maioria dos homens fuma muito, e muitas das mulheres começaram a fumar." Auto-medicação Os voluntários também descobriram que muitos estão tomando remédios sem receita médica para conseguir dormir ou esquecer dos seus problemas. "Se sentem dores de cabeça, tomam um Valium. Se sentem dores, tomam esteróides. Tem muita auto-medicação inconseqüente", afirma Kumar. Os voluntários dão aulas anti-estresse com duas horas de exercícios de respiração ao longo de quatro dias e receitam remédios de ervas tradicionais da Índia. Entre os mais afetados, segundo os voluntários, estão as crianças iraquianas.
"Crianças nas escolas começam a chorar quando ouvem explosões. Elas têm pesadelos", diz o médico. A fundação afirma ter quatro milhões de adeptos em todo o mundo e alega que 12 dos principais médicos no Iraque já adotaram as suas técnicas. Obstáculos No entanto, a equipe também vem encontrando dificuldades no Iraque. "Não é fácil trabalhar com helicópteros barulhentos sobrevoando o nosso escritório dia e noite, e explosões dia sim, dia não", diz Kumar sobre as condições de trabalho no quartel-general da fundação, em Bagdá. Em fevereiro mais 15 voluntários devem chegar ao Iraque para expandir as operações do grupo e abrir mais centros. A fundação já atuou em áreas em situação de crise humanitária como na Macedônia, em Kosovo, na Croácia, em Gujarat e em Nova York, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. O grupo foi criado em 1982 por Sri Sri Ravi Shankar, um líder religioso de Bangalore e é o maior do gênero no mundo. Para grande parte das classes mais abastadas da Índia, Ravi Shankar, de 48 anos, se transformou em um símbolo espiritual. |
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