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Achado indica que América pode ter sido habitada na era glacial
Cientistas russos encontraram evidências de vida humana na parte ártica da Sibéria durante a era do gelo, uma população que pode ser de ancestrais dos primeiros americanos. O sítio arqueológico de 30 mil anos foi encontrado perto do Estreito de Bering, que fica entre a Rússia e o Alasca (Estados Unidos). Em artigo para a revista Science, os cientistas envolvidos na descoberta afirmam ter encontrado ferramentas de pedra, armas de marfim e ossos de animais abatidos para alimentação. Os artefatos têm o dobro da idade dos encontrados em Monte Verde, no Chile, até agora o local com as mais antigas evidências da vida humana no continente americano. Planície O sítio na Sibéria mostra que antigos caçadores viviam no rio Yana, não muito longe na "ponte" que ligava a Ásia à América do Norte. Os cientistas afirmam que, enquanto boa parte do que hoje é Europa, Canadá e norte dos Estados Unidos era coberta de gelo, a área perto de Yana era uma planície fértil, sem geleiras, que servia de habitat para mamutes, cavalos e almiscareiros, entre outros animais. Para o pesquisador Daniel Mann, da Universidade do Alasca, a descoberta "torna plausível a idéia de que a primeira povoação das Américas ocorreu antes do auge da era glacial", entre 20 mil e 25 mil anos atrás. Mas o paleoantropólogo Donald Grayson, da Universidade de Washington em Seattle, acredita que ainda faltam evidências para uma conclusão definitiva de que foram as pessoas de Yana que migraram para o chamado "Novo Mundo". |
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