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Atualizado às: 10 de dezembro, 2003 - 18h43 GMT (16h43 Brasília)
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Annan abre cúpula da informação pedindo internet mais relevante

Kofi Annan e Tim Bermers-Lee
Kofi Annan e um dos criadores da internet, Tim Bermers-Lee

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, abriu a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação pedindo para que a internet seja povoada por coisas mais relevantes para as pessoas.

"Muita das informações na rede hoje não servem para as necessidades reais das pessoas", disse Annan.

Outras autoridades ressaltaram a necessidade de fazer com que todo mundo tenha acesso aos benefícios que as tecnologias de informação têm potencial para proporcionar.

Ressaltando que, hoje em dia, a informação é uma fonte de poder e um caminho para a riqueza, o secretário-geral da União Internacional das Telecomunicações, Summit Yoshio Utsumi, lembrou que muito pouca gente, em um contexto global, consegue se valer dessas oportunidades.

Tom

As declarações dão o tom dos objetivos do encontro, que conta com a participação de cerca de 60 chefes de Estado e de governo, além de milhares de representantes de governos, entidades do setor privado e Organizações Não-Governamentais.

Mais difícil, porém, é chegar a um acordo sobre as formas como os objetivos do encontro podem ser alcançados.

Países africanos, por exemplo, queriam que os documentos finais da cúpula definissem a criação de um Fundo de Solidariedade Digital – que só deve receber uma menção no texto aprovado pelos participantes do evento.

Mesmo assim, alguns chefes de Estado deram a entender que não vão largar esta bandeira assim tão cedo.

"Eu peço aos países industrializados que apóiem a criação do Fundo de Solidariedade Digital como uma medida prática para enfretar esse desequilíbrio", disse o presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo.

Soberania

Em seu discurso, Annan também destacou há vários tipos de exclusão em vigor na internet.

Ele falou, por exemplo, das diferenças de acesso às tecnologias, do fato de que mulheres têm menos espaço na rede do que os homens, e no fato de que 70% das páginas que estão no ar são em inglês, muitas vezes "excluindo vozes e visões locais".

Para tentar refletir esta variedade, esta é a primeira cúpula da ONU que conta com a participação oficial de entidades que dizem representar a sociedade civil – ainda que ONGs venham reclamando que tiveram menos espaço do que deveriam nas discussões.

A cúpula também reflete o quanto a internet deixou de ser um assunto de nerds ou de interessados em tecnologia para se transformar em uma questão política de primeira ordem.

Os documentos que deverão ser aprovados no final do encontro – uma declaração de Princípios e um Plano de Ação – devem trazer sólidas referências ao compromisso dos participantes do evento ao princípio da soberania nacional.

Um sinal de que o "mundo sem fronteiras" dos entusiastas da internet parece estar sendo cada vez mais integrado ao jogo político tradicional das relações internacionais.

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