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Atualizado às: 09 de dezembro, 2003 - 20h36 GMT (18h36 Brasília)
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ONU discute 'democratização da informática'

Centro de computação em Bangladesh
Centro de computação em Bangladesh

Países ricos e pobres acertaram a maioria das questões mais importantes que ameaçavam tumultuar a primeira Cúpula Mundial sobre Sociedade de Informação da Organização das Nações Unidas (ONU).

Depois de dois dias de reuniões em Genebra, negociadores chegaram a um acordo a respeito da questão dos direitos humanos e o gerenciamento da internet.

Mas ainda há divergências em relação a como aumentar o acesso dos mais pobres à rede.

Cerca de 60 chefes de estado, líderes empresariais e delegações de comunidades são esperados em Genebra para a cúpula que começa nesta quarta-feira.

Progresso

O objetivo da Cúpula Mundial sobre a Sociedade de Informação da ONU é elaborar um plano global para assegurar que todos tenham acesso à informação e a tecnologias de comunicação.

A cúpula foi proposta inicialmente em 1998 pela ONU, que vê a tecnologia como uma poderosa ferramenta para ajudar países em desenvolvimento na educação, tornar suas populações mais saudáveis e sair da pobreza.

Esta primeira fase, que deve ter início nesta quarta-feira e terminar nesta sexta, em Genebra, marca o fim de meses de planejamento e reuniões preparatórias.

Mas as negociações entre países pobres e ricos foram prejudicadas por causa de questões como liberdade de imprensa e quem deve liderar a rede.

A maioria destas questões foi resolvida, depois de negociações de último minuto em Genebra.

''Infelizmente, ainda não resolvemos tudo, mas temos que ser realistas. Estamos, provavelmente, na marca dos 98% (das questões resolvidas)'', disse o Marc Furrer, que participou das discussões como representante do governo suíço.

Uma das principais questões refere-se aos direitos humanos e liberdade de expressão.

Países como a China, que mantêm controle da mídia, estão ansiosos para restringir as referências à liberdade de imprensa na declaração oficial da cúpula.

Os Estados Unidos e a União Européia consideram a liberdade de expressão um princípio fundamental da internet.

O acordo alcançado inclui o comprometimento com a liberdade de imprensa presente na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.

Os negociadores também conseguiram chegar a um acordo na questão de quem deve gerenciar a internet.

Atualmente, isso é feito pela Corporação para Nomes e Números Determinados da Internet, uma organização semi-privada criada pelo governo americano em 1998.

Países em desenvolvimento estão pressionando para que a ONU tenha um papel maior na regulação da rede enquanto as nações desenvolvidas se opõem a entregar o controle da internet para uma agência internacional.

Os negociadores em Genebra concordaram em estabelecer um grupo da ONU para estudar novas formas de gerenciar a internet. Este grupo deve divulgar seu primeiro relatório em uma segunda cúpula em 2005, na Tunísia.

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