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Atualizado às: 25 de novembro, 2003 - 14h49 GMT (12h49 Brasília)
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Infecção e mortes por Aids batem recorde, diz ONU

Doente de Aids em Honduras
O HIV infecta entre 1,3 milhão e 1,9 milhão de pessoas na América Latina

Tanto o número de infectados quanto o número de mortos pela Aids bateram recorde neste ano, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pela Unaids, a agência da ONU para o combate da epidemia.

Em 2003, ocorreram 3 milhões de mortes por causa da Aids. O número de infectados pelo HIV no mesmo período foi de 5 milhões, o que levou o total de pessoas que vivem com o vírus no mundo a 40 milhões.

Apesar de o Brasil ter um programa reconhecido internacionalmente, a Unaids apelou para que o país se mantenha em estado de alerta contra a doença. Segundo a agência, o Brasil "não pode dormir sobre os louros" porque a doença se propaga em ritmo acelerado no mundo todo.

A Unaids reconhece o sucesso do modelo do Brasil, por ter conseguido bloquear o avanço da epidemia, mas alerta para a possibilidade de que uma epidemia da doença surja e não seja detectada no país.

Modelo

O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento que lançou um tratamento de prevenção e tratamento da doença.

O número de remédios distribuídos no Brasil representa mais da metade dos remédios concedidos a doentes da Aids entre os países em desenvolvimento.

A agência da ONU alerta, no entanto, que o governo brasileiro deve continuar agindo fortemente contra a epidemia.

"No caso da Aids, o trabalho nunca estará concluído", afirma Catherine Hankins, chefe da equipe da Unaids.

O relatório diz, por exemplo, que níveis de infecção de até 6% foram encontrados em mulheres que raramente têm acesso ao serviço de saúde pública no Rio Grande do Sul, o que representaria um "risco de retomada da epidemia".

Na América Latina como um todo, o número de infectados pelo HIV fica entre 1,3 milhão e 1,9 milhão de pessoas. Dados específicos sobre o Brasil não foram divulgados.

Nova onda

Uma nova onda da epidemia ameaça China, Índia, Indonésia e Rússia, todos países com populações gigantescas, segundo a ONU. Também o Leste Europeu vem sendo afetado.

A África continua a ser a região mais atingida, e é onde os doentes menos recebem tratamento.

O continente tem 26,6 milhões de portadores do HIV. Uma pessoa entre cinco vive com a doença na África.

A estimativa é que, até o final do ano, a região acumule 2,3 milhões de mortes.

Somente a África do Sul tem 5,3 milhões de pessoas vivendo com HIV, mais do que qualquer outro país do mundo.

Em Botsuana e na Suazilândia, a taxa de infecção é de 39%.

A Unaids alerta também os países ricos a combater a doença, porque, entre os jovens, os cuidados diminuem.

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