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Médicos restauram juntas de pacientes com artrite nos dedos
Médicos cirurgiões da Universidade de Tecnologia Tampere, na Finlândia, anunciaram que conseguiram restaurar as juntas dos dedos de pessoas com artrite reumatóide. Na nova técnica, os pesquisadores utilizam um molde desenhado especialmente para ajudar o tecido da cartilagem a crescer entre os ossos. Com o tecido restaurado, os danos causados pela doença são revertidos, segundo os médicos. O paciente volta então a mover os dedos e pára de sentir dor. De acordo com os cirurgiões, a técnica já funcionou em mais de cem pessoas. Alívio Os médicos da universidade finlandesa disseram que a nova cirurgia pode ser utilizada em larga escala em um ano. A artrite reumatóide causa inflamação do tecido da junta e pode deformá-la, tornando difícil a movimentação dos dedos. As cartilagens ficam frágeis, rígidas ou inchadas. Os sintomas podem avançar aos poucos ou a pessoa pode ter uma crise, melhorar e depois voltar a sofrer. Os casos mais graves podem levar à invalidez. A doença atinge mais de 2 milhões de pessoas na Grã-Bretanha e duas vezes mais mulheres que homens. Pacientes com muitos danos ou dor crônica podem ser tratados com cirurgia convencional, que consiste em colocar uma peça plástica entre os ossos para restaurar os movimentos. Esses implantes, no entanto, podem quebrar, o que exige uma segunda cirurgia. A nova técnica promete resolver esse problema. Crescimento do tecido
O professor Pertti Törmälä e seus colegas desenvolveram uma espécie de armação feita de fios, que deixa pequenos espaços vazios. Esse molde, com dez milímetros de diâmetro e três milímetros de largura, é colocado na fenda entre os ossos do dedo. O design da peça permite que o tecido da cartilagem cresça dentro dos pequenos buracos e preencha o espaço vazio entre os ossos, criando uma nova junta. A armação, que é biodegradável, é absorvida pelo corpo em 18 meses e sobra apenas a junta de tecido natural. "O paciente volta a mexer os dedos quase imediatamente", afirma o professor Törmälä. "A junta com artrite funciona como qualquer outra saudável." O primeiro teste da nova técnica foi feito há cinco anos. Mais de cem pacientes já foram tratados com essa cirurgia. "Acompanhamos os pacientes nos últimos anos e, na maioria deles, os problemas desapareceram", disse. Os cirurgiões recentemente receberam verba da União Européia para espandir os estudos e comprovar a eficácia desse tipo de implante. "Os testes estão sendo feitos em clínicas da Finlândia, Suíça, Itália e Turquia", afirmou o professor. "Os estudos continuam por mais um ano. Espero que após esse prazo a técnica possa ser largamente difundida." |
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