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Greenpeace lança campanha sobre substâncias químicas no Brasil
A organização não-governamental Greenpeace está realizando no Brasil uma pesquisa semelhante à feita na Europa: a poeira encontrada em cem residências foi analisada, com o objetivo de detectar substâncias químicas que estão em produtos usados no dia-a-dia. A campanha “Veneno Doméstico”, começou no último dia 22 e coletará 60 amostras em residências, enviando-as para laboratórios independentes. Entre as substâncias detectadas na pesquisa feita na Europa estavam algumas consideradas perigosas. O material foi recolhido em casas de dez regiões da Grã-Bretanha que foram comparadas a amostras de outros países europeus (Finlândia, Dinamarca, Suécia, França e Espanha). Nas amostras estavam substâncias químicas divididas em cinco grupos, de acordo com o relatório apresentado pelo Greenpeace na Europa: Alcifenóis, que podem alterar funções hormonais. Este tipo de substância pode ser encontrada em cosméticos. Ésteres de ftalato, podem causar efeitos tóxicos no sistema reprodutivo. A substância é utilizada para dar flexibilidade a produtos plásticos PVC. Parafinas cloradas, que possivelmente podem ser cancerígenas, utilizada em plásticos, tintas e borrachas. Compostos bromados, que mimetizam hormônios da esteróide. São usados como retardadores de chamas em móveis e materiais eletrônicos. Compostos organoestânicos, com propriedades imunotóxicas, usados para eliminar ácaros e estabilizar o PVC. Alerta De acordo com o coordenador do "Veneno Doméstico", John Butcher, a campanha no Brasil precisa funcionar como um alerta para o problema que atinge pessoas em todo o mundo. "O objetivo da primeira fase da campanha é fazer um alerta para o problema. Já há cerca de cem mil compostos químicos fabricados hoje, e pouco se sabe sobre eles. Muitas dessas substâncias são tóxicas, como pesquisas realizadas na Europa já detectaram". Os voluntários a participar da pesquisa precisam se inscrever no site do Greenpeace e as amostras serão coletadas a partir da semana que vem. Os resultados devem ser divulgados no fim de janeiro ou início de fevereiro. Entre os voluntários que já se apresentaram para abrir suas casas para a pesquisa está a atriz Marieta Severo, de acordo com John Butcher. "O uso de substâncias químicas é um problema mundial. A própria pesquisa na Europa mostra isso. Uma das coisas que precisamos fazer aqui, a longo prazo, é elaborar e implementar uma política nacional de segurança química. O objetivo é que seja incorporado o princípio da substituição de componentes considerados nocivos", disse Butcher. O coordenador da campanha "Veneno Doméstico" lembrou que, em diferentes tipos de produtos que usamos no dia-a-dia, há substâncias que afetam o sistema hormonal, o sistema reprodutivo e até causam câncer. "Uma pessoa utiliza hoje muitos produtos de limpeza e de higiene pessoal, aparelhos eletrônicos e cosméticos que contêm substâncias químicas", afirmou. "Esses produtos quimícos entram no organismo através do tato, das narinas ou de injeções. Essa poeira doméstica, pelo que já sabemos, está contaminada, mas nessa primeira fase ainda não podemos dizer quais produtos estão contaminados. Os cidadãos podem lutar contra isso, participando de ações que cobrem das empresas a não utilização desses produtos," finalizou Butcher. |
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