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Atualizado às: 16 de outubro, 2003 - 12h35 GMT (09h35 Brasília)
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Pesquisa mostra que transgênicos afetam fauna
Pesquisa foi realizada durante três anos
Pesquisa foi realizada durante três anos

A maior pesquisa já realizada no mundo mostrou que, de três plantações com cultivo de sementes geneticamente modificadas analisadas na Grã-Bretanha, duas delas apresentaram mais perigos para os animais que os seus equivalentes convencionais.

As duas plantações com problemas eram as de eleoginoses e de beterraba. A terceira plantação (de milho), ao contrário das outras duas analisadas, se mostrou mais benévola aos animais e as plantas do que nos plantios convencionais.

A pesquisa realizada durante três anos, no entanto, não analisou o impacto direto dos transgênicos em seres humanos.

O estudo custou cerca de 6 milhões de libras (R$ 28 milhões) e foi realizado em 60 regiões da Grã-Bretanha. A pesquisa será usada pelo governo britânico, em conjunto com outros estudos, durante as discussões sobre a liberação ou não da comercialização de alimentos geneticamente modificados no país.

Importância

O chefe da pesquisa, Les Firbank, disse que “os resultados são claramente importantes para o debate sobre a possível comercialização de alimentos geneticamente modificados”.

E completou: “Eles também nos oferecem novas visões que nos ajudarão a conservar a biodiversidade dentro do sistema agrícola.”

A pesquisa analisou os efeitos do impacto dos pesticidas utilizados nas plantações geneticamente modificadas.

As plantas modificadas podem receber um pesticida especial (mais fortes do que o usado em plantações comerciais) e ainda continuar crescendo normalmente enquanto outras pragas no solo foram mortas.

Para observar o impacto, os cientistas plantaram sementes transgênicas ao lado de seus equivalentes convencionais, e daí observaram a vida selvagem ao redor das plantações.

Diferenças

O estudo mostrou que alguns grupos de insetos, como abelhas (nas plantações de beterraba) e as borboletas (nas plantações de oleaginoses) foram encontradas com mais frequência em volta das plantações convencionais, porque a quantidade de ervas daninhas nas plantações convencionais era maior.

Esse tipo de erva é fundamental para a alimentação de alguns animais, principalmente de alguns pássaros.

Por outro lado, as plantações de milho geneticamente modificados se mostraram melhores para algumas espécieis animais. Foram detectadas maior quantidade de ervas daninhas em volta das plantações geneticamente modificadas do que nas convencionais, além de mais borboletas e abelhas em determinadas épocas do ano.

“Os resultados dessas avaliações revelam significantes diferenças no efeito sobre a biodiversidade quando utilizam pesticidas tolerantes a este tipo de semente comparada as variedades convencionais”, disse Les Firbank.

“É fundamental lembrar que os resultados são somente relacionados à três tipos de colheita, e também somente relacionado ao tipo de pesticida que foi utilizado”, concluiu o médico.

A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira na revista Philosophical Transactions of Royal Society: Biological Scienes.

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