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Quanto mais sabem, mais britânicos são contra transgênicos
Quanto mais informações os britânicos têm sobre os alimentos transgênicos, mais eles são contra. Essa é uma das conclusões do levantamento "GM Nation?" ("Nação Trangênica?", em tradução livre) realizado durante seis semanas e que envolveu 37 mil pessoas em todo o país. De acordo com os organizadores do debate, outros resultados extraídos das discussões são os de que "os britânicos, em geral, se incomodam com esse assunto", "há pouco apoio para a comercialização dos transgênicos" e que as pessoas "querem que mais pesquisas sobre o assunto sejam feitas". "Esse foi um exercício inovador sobre uma questão complicada e provocou um incrível nível de resposta", disse o professor Malcolm Grant, responsável pelo GM Debate Board, o comitê independente que coordenou a pesquisa. Profundidade O comitê recebeu 500 mil libras do governo (quase R$ 2,5 milhões) e começou a planejar a pesquisa em novembro do ano passado. Várias entidades que colaboraram com o comitê independente organizaram encontros com pessoas comuns, que não tinham conhecimento sobre transgênicos. Antes dos debates e das conclusões, os participantes tinham acesso a informações básicas sobre o assunto. Muitos desses encontros foram realizados até mesmo em pubs, os tradicionais bares ingleses. Com um grupo selecionado de 77 pessoas, que formam uma base científica da população britânica, o estudo foi feito de forma mais aprofundada. As pessoas responderam a um amplo questionário sobre o tema antes de terem qualquer conhecimento sobre o assunto. Em seguida, depois de assistirem a palestras e participarem dos debates, elas voltaram a responder as mesmas perguntas. O que se notou, geralmente, foi que o maior grau de conhecimento levou a uma maior resistência em relações aos alimentos geneticamente modificados. Contaminação No primeira pesquisa, por exemplo, 64% das pessoas acreditavam que há um risco de que plantações transgênicas contaminem de alguma maneira plantações vizinhas. Depois do debate, no mesmo grupo, 79% passaram a acreditar nisso. O percentual das pessoas que concordam que os transgênicos são uma "interferência inaceitável na natureza" cresceu de 37% para 66% entre a primeira e a segunda pesquisa. Por outro lado, também aumentou a percepção de que a técnica poderia oferecer comida mais barata. Antes de receber as informações, 43% dos entrevistados acreditavam nisso. Depois de participarem dos debates, 60% passaram a acreditar. Também cresceu o número dos que concordam que é possível obter mais lucros com a comercialização (de 69% para 88%) e que isso ajudaria países em desenvolvimento (50% para 63%). Na primeira pesquisa, 80% das pessoas disseram que ainda não havia informações sobre os efeitos dos transgênicos para a saúde. Depois dos debates, quase todos os participantes (96%) ficaram convencidos de que há pouca pesquisa sobre isso. |
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