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Aids ameaça segurança de países africanos
A diretora do programa de Aids da Organização das Nações Unidas (ONU), Michele Sidibe, advertiu que se mais não for feito para combater a AIDS a segurança dos países africanos pode estar ameaçada, com aumento do crime e do número de guerras civis. Há hoje 30 milhões de portadores do vírus HIV no continente, segundo estimativa de um relatório divulgado neste domingo em um grande encontro para discutir o assunto em Nairobi, capital do Quênia, com a participação de milhares de médicos, políticos e ativistas ligados à questão da Aids. Segundo um correspondente da BBC, o quadro apresentado por Michele Sidibe foi o de uma grande catástrofe social se aproximando. Ela exemplificou dizendo que a maioria dos onze milhões de crianças que perderam os pais devido a doença devem acabar na rua ou se tornando soldados abastecendo as diversas guerras no continente. Forças de segurança As Forças de Segurança regulares dos países africanos também não seriam capazes de responder ao aumento das ameaças porque também já foram muito atingidas pela epidemia. Em algumas áreas, quatro de cada dez soldados estão infectados pela doença. Um novo relatório das Nações Unidas divulgado no início do evento diz que a epidemia de Aids é o principal obstáculo ao aumento dos padrões de vida na África. Calcula-se que 15 milhões de pessoas morreram da doença na África, mas o relatório avalia que mal pode ser contido desde que os recursos e projetos sejam adequados. Aprendizado "Depois de duas décadas dolorosas de experiência e acumulação de conhecimento, muito dele adquirido na África, os governo do continente e a comunidade internacional começaram a entender o que é necessário", disse. "Eles agora precisam aplicar esta experiência e este conhecimento mais extensamente." O relatório observa que a situação é mais grave no Sul da África. Em Bostswana, cerca de 40% da população da África é portadora do HIV. No Leste da África, ao contrário, a situação está melhorando. |
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