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Atualizado às: 16 de setembro, 2003 - 21h02 GMT (18h02 Brasília)
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Internet sofre com sobrecarga de informação

A radioastronomia gera uma enorme quantidade de dados

A maior parte dos usuários domésticos da internet adoraria ter uma conexão que permitisse a transmissão de milhares de gigabits por segundo.

No entanto, para alguns, mesmo essas altas velocidades são simplesmente lentas demais.

Algumas experiências científicas podem gerar tamanha quantidade de informações que mesmo com conexões super rápidas, ainda são necessárias horas até que os dados sejam transmitidos pela rede para serem analisados.

Tecnologias como o Grid tentam levar os dados ao seu destino e provedores estão tentando descobrir novas formas de transportar essa informação.

Um dos mais recentes avanços da radio-astronomia é a criação de uma rede de telescópios para criar um supertelescópio virtual do tamanho de um continente.

IBML

A vantagem dessa técnica, batizada de Interferometria de Base Muito Larga (IBML), que produz imagens de rádio de alta qualidade de fenômenos astronômicos como a explosão de supernovas, pulsares e buracos negros.

O projeto IBML europeu conecta 16 telescópios e cada um gera um gigabit de dados por segundo durante 25 dias de cada sessão de observação.

O resultado final é uma pilha de dezenas de terabytes gravados em pilhas enormes de fitas magnéticas.

Dai Davies, diretor do Dante, provedor que fornece redes de alta velocidade para os institutos de pesquisa da Europa, diz que, por enquanto, a maior velocidade de transferência de dados é conseguida com o auxílio de uma van, que carrega as fitas para o local de análise.

Os veículos de transporte podem carregar várias fitas ao mesmo tempo, o que significa dizer que as estradas européias têm uma banda relativamente larga.

"Você pode enviar algumas centenas de megabytes por segundo via DHL (uma empresa de transporte)", brinca Davies.

Transporte

O problema em carregar esses dados pela estrada é o tempo necessário para o transporte desde o momento em que as informações são geradas até a sua análise.

Às vezes, eles chegam semanas depois do fim da sessão de observação.

Davies diz que os protocolos básicos da internet atrapalham um pouco quando enormes quantidades de dados precisam ser enviados.

Em velocidades muito altas, o Protocolo de Controle de Transmissão (TCP, na sigla em inglês) que ajuda a garantir que os dados cheguem ao seu destino final acaba atrasando o transporte com as verificações constantes para confirmar se os pacotes de dados chegaram.

"O TCP foi criado ao lado de outros protocolos similares na década de 70, quando ainda se falava em transferência de dados em kilobits", explica Davies.

O cientista afirmou que o Dante é uma tentativa de mudar o protocolo básico e encontrar formas alternativas de organizar a sua rede para aumentar a sua capacidade.

Ao se distanciar dos protocolos de rede puros e dos sistemas tradicionais, talvez seja possível dar às instituições de pesquisa a largura de banda que elas necessitam.

Tempo real

Mike Garrett, diretor do instituto conjunto para o IBML disse estar trabalhando no Dante para conseguir formas de transportar os dados dos seus 16 telescópios até o supercomputador que os analisa em tempo real.

Garrett disse também estar testando um projeto piloto do Grid para verificar se é possível dividir a análise entre vários computadores.

E não só os astrônomos que têm montanhas de dados para analisar.

A Universidade de Cardiff, no País de Gales, está instalando uma rede gigante para o Centro Galês de e-Ciência.

Superrede

Tom Wiersma, gerente de redes na universidade, afirmou que a rede super rápida vai ajudar alguns dos seus cientistas com as enormes quantidades de dados que eles acumulam.

Por exemplo, o pesquisador Adam Schultz, de Cardiff, está usando uma enorme quantidade de sensores marinhos para monitorar a atividade geológica e desenvolver teorias sobre o funcionamento do interior da Terra.

Wiersma disse que a rede de alta velocidade deveria facilitar muito a vida de gente como Schultz, que precisa movimentar dados, e acrescentou que mais estudos sobre o processamento de dados para análise seria também útil.

"Os cientistas precisam descobrir como se conectar ao Grid, levar os dados até as máquinas que vão digeri-los sem ter que se preocupar com a preparação desses dados, a sua divisão e assim por diante."

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