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Atualizado às: 26 de agosto, 2003 - 10h13 GMT (07h13 Brasília)
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Médicos chamam de asma doenças diferentes, diz estudo
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Asma leve e asma grave podem ser dois tipos diferentes de doença, dizem os cientistas.

Essa teoria pode explicar por que as pessoas com asma grave não respondem bem aos tratamentos existentes.

A teoria foi formulada a partir de um estudo, publicado no European Respiratory Journal, que incluiu mais de 300 pacientes em nove países.

Os pesquisadores afirmam que seu trabalho pode contribuir para os esforços na busca de medicamentos e tratamentos mais eficazes para pacientes com asma mais acentuada.

Tratamento

As pessoas com asma leve geralmente respondem bem a tratamento, mas nos casos mais graves os pacientes podem sofrer ataques e precisar de atendimento médico de emergência.

A mortalidade em casos muito graves de asma é semelhante à verificada em vários tipos de câncer.

Cientistas de diversas partes da Europa trabalharam juntos para tentar entender melhor os casos graves de asma.

O estudo, que foi financiado em parte pela União Européia, incluiu 158 pacientes com asma entre leve e moderada e 163 pacientes com asma severa.

Os cientistas observaram que poucos dos pacientes com asma grave conseguiam manter seus sintomas sob controle.

Eles estavam mais sujeitos a crises de asma e sua habilidade para desempenhar atividades diárias estava prejudicada.

Isso ocorreu apesar de esses pacientes estarem recebendo doses mais altas de corticosteróides e de um em três estar recebendo poderosos esteróides.

Os pesquisadores também realizaram exame de sangue em todos os pacientes e verificaram que ambos os grupos tinham níveis bem diferentes de determinados componentes químicos.

Com isso, os pesquisadores chegaram à conclusão de que asma leve e asma acentuada são muito diferentes e podem inclusive ser duas doenças diferentes.

Mulheres

Além disso, o estudo revelou que a asma afeta homens e mulheres de maneira diferente.

Eles descobriram que um número maior de homens sofre de asma mais leve em comparação a mulheres, numa proporção de 1,6 para 1.

Mas as mulheres seriam quatro vezes mais propensas a sofrerem de asma grave.

Os cientistas disseram que esse estudo destaca o fato de que a asma grave tem características próprias e que as causas da doença devem ser melhor estudadas.

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