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'Bombinhas' contra asma pioram a doença, diz estudo
Um estudo feito nos Estados Unidos indica que os remédios comuns usados contra a asma só pioram a doença. Os cientistas disseram que os tratamentos comuns de asma com broncodilatadores, como o salbutamol (o genérico do Aerolin, um dos mais usados no Brasil) e o albuterol, não só param de funcionar depois de um certo tempo, como também podem tornar a asma mais grave. Esses remédios são usados normalmente nas famosas "bombinhas", mas também são encontrados para inalação, em xaropes ou até em injeções. O objetivo deles é relaxar as vias aéreas e facilitar a respiração, o que de fato acontece, no curto prazo. Mas os cientistas da Universidade de Cincinnati descobriram que os tratamentos do tipo não são eficazes no longo prazo. E isso acontece não porque o corpo "se acostuma" com os remédios e seu efeito se torna mais fraco, mas porque essas drogas na verdade tornam o corpo mais "sensível" às substâncias que causam crises de asma, como pó, poluição e mofo. Como funciona De acordo com os pesquisadores americanos, essas drogas reagem com receptores nos pulmões, chamados beta2AR. Esses receptores detectam os remédios e os fazem agir. Para saber como esses receptores funcionam, os pesquisadores criaram ratos geneticamente modificados: alguns dotados de muito beta2AR e outros de pouco. O que se notou na pesquisa foi que, nos ratos que tinham muito beta2AR, a sua ativação por longo tempo (causada pelos remédios contra asma) levava à concentração de altos níveis de uma enzima chamada PLC-beta nos músculos dos pulmões. É essa a substância torna as vias respiratórias "supersensíveis" aos causadores de crise de asma, como o pó, a fumaça de cigarro, o perfume, os pêlos e as penas. A pesquisa foi publicada na revista Journal of Clinical Investigation. |
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