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África do Sul: Governo quer medicina alternativa contra Aids
O governo da África do Sul pretende criar um instituto de medicina alternativa para auxiliar no combate à Aids. A ministra sul-africana da Saúde, Mantombazana Tshabalala-Msimang, disse que os remédios alternativos funcionam e que os pacientes soropositivos não devem ser tratados apenas à base de antirretrovirais. "Em 31 de agosto estarei lançando um instituto nacional para a medicina alternativa, porque há espaço para isso", afirmou. Tshabalala-Msimang foi criticada num encontro mundial sobre a Aids na África do Sul, no domingo, em razão da relutância do governo do país em distribuir drogas antirretrovirais aos portadores do vírus HIV. Igreja O arcebispo da Cidade do Cabo, Njongonkulu Ndungane, fez um apelo ao governo para que faça mais para combater a doença. Ele disse que a epidemia "se tornou uma desgraça mundial tão grave quanto o Apartheid". "Nós da igreja estamos decepcionados com nosso governo eleito, que não mostra nenhuma vontade política para salvar as vidas das pessoas que morrem diariamente de Aids", declarou o arcebispo Ndungane. Ativistas dizem que cerca de 600 sul-africanos morrem de doenças relacionadas à Aids todos os dias. Estima-se em 5 milhões o número de habitantes soropositivos do país – a maior população com Aids do mundo. O governo afirma que garantir que as pessoas comam bem é tão importante quanto fornecer a elas o coquetel de drogas contra a Aids. Apesar da relutância do governo em aceitar a necessidade desses remédios, o diretor-geral do departamento de saúde do país disse que a introdução dos antirretrovirais é agora apenas uma questão de tempo. |
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