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Atualizado em: 11 de julho, 2003 - 11h44 GMT (08h44 Brasília)
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Cérebro subestima força física, diz estudo
Para pesquisadores, adultos podem usar mais força do que pensam
Para pesquisadores, adultos podem usar mais força do que pensam

Cientistas da Grã-Bretanha anunciaram ter descoberto que o cérebro, aparentemente, subestima a força física aplicada pela pessoa em contato com outra.

Os estudiosos acreditam que isso acontece devido à forma como o próprio cérebro trabalha.

A descoberta pode ter implicações para alguns pais e mães de crianças levadas, que podem não estar percebendo quão forte eles batem nos seus filhos.

O doutor Sukhwinder Singh Shergill e outros pesquisadores do University College, de Londres, analisaram seis pares de pessoas, que foram solicitados a usar a força em diversos experimentos.

Dedos

No primeiro deles, foi pedido a um membro de cada par que apertasse os dedos do seu parceiro. Em seguida, foi pedido à outra pessoa que aplicasse de volta a mesma força nos dedos do primeiro.

O ciclo foi repetido oito vezes, com os parceiros apertando os dedos de cada um em turnos e tentando aplicar a mesma força original.

 É amplamente sabido que há um mecanismo no cérebro que faz com que subestimemos os efeitos de nossas próprias ações, mas esta é a primeira vez que seus efeitos são medidos

Doutor Sukhwinder Singh Shergill, University College, Londres

No final, os estudiosos descobriram que a força que estava sendo usada era 14 vezes maior do que a aplicada originalmente.

Os voluntários teriam aumentado em um terço a força aplicada a cada turno. Em alguns casos, a força usada cresceu 50%.

Em seguida, os mesmos participantes do experimentos foram convidados a aplicar a mesma força em um joystick – mas os resultados mostraram ser muito mais precisos.

Cócegas

"O resultado da pesquisa indica que, para se ter a mesma sensação de força, você precisa usar mais força", disse o doutor Shergill.

"É amplamente sabido que há um mecanismo no cérebro que faz com que subestimemos os efeitos de nossas próprias ações, mas esta é a primeira vez que seus efeitos são medidos".

Os estudiosos acham que a chave para entender o fenômeno é o fato de que o cérebro, ao perceber algum movimento, se prepara para ordenar uma resposta física. Esse "alerta", porém, faz com que a própria resposta seja exagerada.

Eles acreditam que o mesmo processo explicaria o fato de uma pessoa não conseguir sentir cócegas em si mesma.

É praticamente impossível alguém sentir isso, porque o cérebro sabe o que esperar se a própria pessoa tentar fazer cócegas em si mesma. No entanto, se outra pessoa tentar o mesmo, pode pegar o cérebro da vítima desprevenido, permitindo a reação.

A pesquisa foi publicada na revista americana Science.

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