Nasa lança sonda para analisar atividade do Sol

Lançamento do foguete Atlas V, que levou a sonda ao espaço
Legenda da foto, O lançamento da sonda foi feito no Cabo Canaveral
    • Author, Jonathan Amos
    • Role, Repórter de Ciência da BBC News

A Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, lançou ao espaço nesta quinta-feira uma sonda para estudar o Sol.

O Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), que custou US$ 800 milhões (quase R$ 1,5 bilhão), foi lançado do Cabo Canaveral, no Estado americano da Flórida, às 10h23, horário local (13h23 em Brasília).

Em sua missão, prevista para durar pelo menos cinco anos, a sonda SDO vai captar imagens detalhadas da estrela para tentar compreender melhor seu comportamento e o impacto dela sobre a Terra.

A Nasa havia adiado o lançamento, anteriormente marcado para quarta-feira, por causa de ventos fortes.

Imagens

Um Sol muito ativo pode prejudicar o funcionamento de satélites, comunicações e sistemas de fornecimento de energia na Terra – especialmente quando libera partículas carregadas na direção do planeta.

Com este projeto, os cientistas vão tentar também melhorar as previsões desse "clima espacial".

Representação artística de sonda espacial
Legenda da foto, A sonda vai enviar imagens detalhadas do Sol

Os instrumentos da sonda SDO vão enviar à Terra imagens de alta definição, que deverão chegar em uma questão de segundos.

"(A missão) vai revolucionar nossa visão do Sol e vai revelar como a atividade solar afeta nosso planeta, além de nos ajudar a antecipar o que vem pela frente", afirmou Lika Guhathakurta, uma das cientistas do programa da Nasa.

"Ela vai observar o Sol mais rapidamente, profundamente e mais detalhadamente do que em qualquer outra observação já feita, quebrando as barreiras do tempo, escala e claridade que prejudicavam o progresso na física solar", acrescentou.

A sonda está sendo lançada depois de anos de baixa atividade solar, e a SDO deve monitorar a estrela quando ela começar a apresentar uma atividade maior.

"O Sol tem estado dramaticamente inativo", afirmou Richard Harrison, um dos pesquisadores do programa SDO do Laboratório Rutherford Appleton, na Grã-Bretanha.

"Os últimos dois anos registraram mais de 250 dias sem nenhuma mancha solar. Acreditamos que isto vai acabar; todos os sinais estão lá. Estamos vendo novas regiões ativas (...). Estamos vendo as primeiras grandes explosões solares", disse.