Por que alimentos ultraprocessados fazem mal? Brasileiro que criou termo explica

Por que alimentos ultraprocessados fazem mal? Brasileiro que criou termo explica

Nuggets de frango, salgadinhos de pacote, refrigerantes, sorvetes, pão integral fatiado. Você já parou para pensar por que esses produtos, tão criticados por profissionais de saúde, estão cada vez mais presentes nas prateleiras?

Segundo o epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, esses produtos, conhecidos como ultraprocessados, não são apenas pouco saudáveis — eles são parte de uma indústria bilionária que incentiva o consumo excessivo e contribui para doenças que afetam o sistema cardiovascular, respiratório, insuficiência renal crônica e até doenças mentais.

"Essa constatação de que o alimento ultraprocessado aumenta o risco de doenças não é só uma associação estatística, mas revela uma coisa muito profunda: a incompatibilidade entre o alimento processado e o ser humano", afirma em entrevista à BBC News Brasil.

Para Monteiro, que é lider do grupo de estudos que criou o termo “ultraprocessados", a solução passa por taxação e regulamentação, em um modelo semelhante às políticas que reduziram o consumo de cigarro ao longo das últimas décadas.

Neste vídeo, ele explica por que esses alimentos, feitos com ingredientes isolados e aditivos químicos para dar sabor, aroma e textura, representam um risco à saúde pública.