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Trump confirma convite a Lula para 'Conselho da Paz' e elogia: 'Gosto dele'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20/1) que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi convidado a integrar o 'Conselho da Paz' criado por sua administração para a Faixa de Gaza, e que terá um "grande papel" na entidade.
"Eu gosto dele", elogiou Trump durante a coletiva na Casa Branca.
O "novo órgão internacional de transição" para Gaza, inicialmente apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como parte do plano de paz capitaneado pelo presidente americano, vem provocando preocupação crescente à medida que novos detalhes surgem.
Diversas lideranças foram convidadas para integrar o conselho, entre elas Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico que apoiou a invasão do Iraque em 2003, o presidente argentino, Javier Milei, que confirmou participação, assim como o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán.
Ainda não há informações se Lula aceitará participar da entidade.
Uma autoridade americana afirmou à CBS News, parceira da BBC nos EUA, que não há exigência para participar do 'Conselho da Paz' de Trump.
No entanto, os interessados em se tornar membros permanentes, em vez de ser membro por apenas três anos, teriam de pagar US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões).
Segundo autoridades americanas, o dinheiro ajudaria a financiar a reconstrução de Gaza.
O conselho será presidido por Trump vitaliciamente, mesmo que deixe a Presidência dos EUA, e deve ser ampliado futuramente para tratar de outros conflitos, de acordo com uma cópia da carta de convite e do rascunho do estatuto obtido pela agência de notícias Reuters.
Durante a coletiva de imprensa desta terça-feira, o presidente americano foi questionado se o 'Conselho de Paz' tem como objetivo substituir as Nações Unidas.
Trump afirmou que a iniciativa "tem potencial" para isso no futuro e que a ONU "não tem sido muito útil" em várias situações de conflito.
"A ONU deveria ter resolvido cada uma das guerras que eu resolvi", afirmou.
Assista no vídeo ao trecho da declaração de Trump.