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Última actualização: 19 Junho, 2009 - Publicado às 19:44 GMT
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Inaugurada ponte Euro-africana

Ponte Euro-africana
Ponte Euro-africana foi financiada pela União Europeia
Na Guiné-Bissau, as autoridades deram esta sexta-feira um passo importante na ligação rodoviária com o Senegal, a Gambia e Guiné-Conacri, com a inauguração da ponte Euro-africana sobre o rio Cacheu em São Vicente Norte da Guiné-Bissau.

Trata-se de uma ponte de 730 metros, financiada pela União Europeia no valor de cerca de 31 milhões de euros. Está assim materializado um sonho que começou nos anos 70, segundo o ministro das infra-estruturas, transportes e comunicações, José António da Cruz Almeida.

“A ponte Euro-africana vai favorecer a integração regional, as trocas comerciais e económicas. Por outras palavras, uma maior circulação de pessoas e bens na região”, disse José António da Cruz Almeida.

A União Europeia investiu cerca de trinta e um milhões de euros na construção da referida ponte. Mas o delegado da União Europeia em Bissau, Franco Nulli, fez questão de advertir as autoridades da Guiné-Bissau que nenhuma infra-estrutura resolve por si só os problemas da Guiné-Bissau.

Problemas políticos

Estes, disse, resolvem-se através de boas políticas de governação e com a construção de um clima de paz, unidade e estabilidade.

“Não há vontade, meios financeiros nem políticas de desenvolvimento que resistam a um ambiente hostil aos princípios de boa governação e propício à tentação de uso de violência".

"Apelo para que se persista nos esforços para criar condições propiciadoras de um clima de estabilidade e de confiança”, disse Nulli.

Água potável

A população de São Vicente, que se dedica ao pequeno comércio nas margens do rio Cacheu, está satisfeita mas lamenta a impossibilidade de continuar com as suas actividades.

“Estamos satisfeitos com a ponte mas não vamos poder continuar com as nossas actividades. Pedimos ao governo que organizasse periodicamente feiras populares”, disse Binta.

Outra preocupação da população de São Vicente prende-se com a falta de água potável – questão que há três anos ficou resolvida com a utilização da moto-bomba da empresa construtora da ponte, a Soares da Costa.

Salifu Incuti pede que o estado intervenha junto da construtora para que essa bomba não seja retirada de São Vicente.

A ponte Euro-africana tem 730 metros de comprimento, 11 metros de largura total dividido em duas faixas de rodagem de três metros e meio e dois passeios.

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