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Guiné-Bissau: três dias de luto por Luís Cabral | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O funeral do primeiro Presidente da Guiné-Bissau, Luís de Almeida Cabral, falecido no Sábado em Portugal vítima de doença prolongada, deverá ser realizado amanhã no cemitério do Alto de São João em Lisboa. Depois de um velório de mais de dia e meio, os restos mortais do fundador do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), deverão seguir para Bissau, em data ainda a anunciar. O Governo guineense decretou três dias de luto nacional e uma delegação do PAIGC liderada pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, deverá comparecer ao funeral.
Luís Cabral, que tomou posse em 24 de Setembro de 1973, aquando da proclamação unilateral da independência do seu país e após o homicídio do líder histórico do PAIGC, Amílcar Cabral, de quem era irmão, foi deposto em 14 de Novembro de 1980, num golpe de Estado liderado por aquele que era então o seu primeiro-ministro, Nino Vieira. Esquecimento Após ter tentado o exílio em Cuba, Luís Cabral acabou por se fixar em Lisboa em 1984.
Mas, segundo sublinhou ontem na cidade de Praia Pedro Pires, o presidente cabo-verdiano, Luís Cabral ficou muito mais apreensivo do que satisfeito com o homicídio, no passado dois de Março, de Nino Vieira. “Ele desabafou comigo o seu desconforto e repúdio pelas últimas e arrepiantes violências do passado dia dois de Março”, revelou Pedro Pire, que, juntamente com o primeiro presidente de Cabo Verde independente, Aristides Pereira, vai assistir ao funeral de amanhã em Lisboa. Até á sua morte Luís Cabral permaneceu no entanto praticamente esquecido pelos actuais políticos guineenses, que preparam as respectivas campanhas para as eleições presidenciais previstas para o próximo dia 28. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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