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Última actualização: 02 Março, 2009 - Publicado em 19:22 GMT
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Perfil de Nino Vieira
Nino Vieira
O seu conturbado percurso espelha a própria instabilidade do seu país
Militar que participou na luta armada de libertação nacional levada a cabo pelo PAIGC, o conturbado percurso de João Bernardo Vieira espelha a própria instabilidade do seu país.

Nino Vieira dirigiu a Guiné Bissau por grande parte do seu tempo como Estado independente.

Subiu ao poder pela primeira vez em 1980, através de um golpe de estado militar e foi anos depois derrubado também por soldados rivais.

Venceu eleições por duas vezes, antes de ser morto a tiro, depois de segundo observadores, se terem agudizado as divergências com o seu Chefe do Estado Maior, Tagme Na Waie, agora também assssinado.

Ele nasceu em 1939, quando a Guiné Bissau era ainda uma colónia portuguesa.

Mas em 1960, juntou-se ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cavo Verde, PAIGC, que liderou a luta armada contra o regime colonial português.

A Independência foi alcançada em 1973, mas o pequeno país de 1,6 milhões de pessoas tem sido marcado por uma história de instabilidade e ditaduras militares.

Golpes

Nino Vieira tornou-se Presidente em 1980 através de um golpe de estado militar, quando era Chefe das Forças Armadas, derrubando o Presidente da altura Luis Cabral.

JOÃO BERNARDO VIEIRA
Nasceu em 1939
Figura chave na luta armada contra o regime colonial Português
1980: Subiu ao poder através de um golpe de estado, como chefe das Forças Armadas
1994: Vence as primeiras eleições multipartidárias do país
1999: Derrubado depois de ter demitido o Chefe do Exército
2005: Regressou do exílio para vencer as eleições presidentiais

Onze anos depois, levantou o banimento de todos os partidos políticos, antes da realização das primeiras eleições multipartidárias em 1994.

Como candidato do PAIGC, Nino Vieira venceu o escrutínio, apesar dos protestos da oposição.

Viria, no entanto, a ser derrubado em 1999, na sequência de uma luta pelo poder depois de ter demitido o Chefe do exército, o General Ansumane Mané.

Na altura Nino Vieira acusou o General Ansumane Mané, de ter permitido o tráfego de armas para os rebeldes de Casamance, no Senegal.

Ainda nesse ano, Nino Vieira foi expulso do PAIGC acusado de "traição, apoio e incitamento à guerra e práticas incompatíveis com o estatuto do partido."

Após um outro golpe em 2003, ele regressou do seu asilo político em Portuggal para vencer as eleições presidenciais como candidato independente em 2005.

'Prenda de Deus'

Durante a sua campanha , Nino Vieira descreveu-se a si próprio como uma 'prenda de Deus' para o povo da Guiné Bissau, e que regressava para trazer o desenvolvimento e a prosperidade ao país.

Venceu as eleições com 52% á segunda volta de um processo considerado calmo e organizado pelos observadores europeus.

Em Novembro de 2008, o Presidente guineense escapou com vida a uma tentativa de assassinato quando soldados renegados atacaram a sua casa.

Ele foi morto a tiro na madrugada de 2 de Março de 2009, horas depois do Chefe do Estado Maior, o general Tagme Na Waie ter morrido numa explosão no quartel general em Bissau.

Soldados leais ao general Tagme Na Waie acusaramm o Presidente Vieira e decidiram vingar-se, dizem observadores.

Nino Vieira não aprendeu a lição de quão perigoso é ter divergências com os comandantes militares na Guiné Bissau.

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