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Bubu Na Tchutu detido na Gâmbia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Notícias da Gâmbia dizem que as autoridades daquele país prenderam o alegado líder de um golpe militar na passada semana na Guiné Bissau - o contra-almirante José Américo Bubu Na Tchutu, Chefe do Estado-Maior da Armada guineense. Bugu Na Tchutu, que estava sob residência vigiada, recorreu a disfarces e ao uso de várias viaturas para iludir a vigilância dos seus guardas, de acordo com o porta-voz das Forças Armadas, Arsénio Baldé. Terá sido detido pouco tempo depois de entrar na Gâmbia. Em Bissau há dúvidas sobre as condições de detenção de Bugu Na Tchutu, acusado na semana passada de tentativa de golpe de estado. Na altura foi confirmado ter havido mesmo uma intenção de fazer um levantamento militar com vista a um golpe de estado contra o Presidente Nino Vieira. Fuga Horas antes do início da fuga, membros da Liga dos Direiros Humanos diziam numa conferência de imprensa esta terça-feira em Bissau, que os autores da tentativa de golpe deviam estar nas mãos da Justiça. Mas Na Tchuto foi apenas suspenso das funções e mandado para casa, na passada sexta-feira. Segundo informações fornecidas na altura ele não tinha ficado sob custódia nem sob residência vigiada. "O caso está a ser investigado, há pessoas a serem ouvidas e um tribunal decidirá sobre a sorte dos implicados", dizia o porta-voz do estado maior general das forças armadas, na passada sexta-feira. Observadores comentavam que tudo podia não passar de uma orquestração para perturbar o processo em curso de demissão e instauração de um novo governo. Tempos conturbados Ainda no mês passado, a Guiné Bissau viveu momentos de tensão e receio depois de ameaças de morte proferidas em ocasiões diferentes contra o Procurador-Geral e contra a Ministra da Justiça. A ministra da Justiça Carmelita Pires, que preside o Conselho de Administração do Programa do Governo de Luta Contra a Droga, denunciou ter sido ameaçada de morte por desconhecidos através de telemóvel. Carmelita Pires fez esta revelação numa conferência de imprensa, onde apareceu ao lado do Procurador-Geral, Luís Manuel Cabral, que fora igualmente ameaçada uns dias antes. Apesar de admitir estar assustada, a ministra prometeu prosseguir a luta contra o narcotráfico e espera continuar a contar com o apoio da comunidade internacional, nomeadamente das Nações Unidas. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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